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Segundo dia da imersão sistêmica - Constelação precisa mudar a gente por dentro, afirma Olinda Guedes!

Segundo dia da imersão sistêmica - Constelação precisa mudar a gente por dentro, afirma Olinda Guedes!

 

A segunda noite da imersão em constelações com Olinda Guedes também teve empolgação e muita história, como da própria Escola Real. A mestra Olinda Guedes contou que houve inauguração da escola, com discurso e aula magna em 2019.

Todo o restante da aula, com quase duas horas de duração, contou com surpresas musicais do Jair Santos  e  da Alice Mesquita, momentos consagrados e emocionantes para o público.

A leitura da carta para um pai também trouxe muita emoção ao campo, a gratidão expressa pela autora do texto tocou o coração da consteladora.

“A palavra escrita e sentida abre os caminhos do amor”, filosofou Olinda.

A trajetória da Escola Real foi lembrada por Olinda, reforçando ser o objetivo principal trazer mudanças positivas e mais serenidade para as pessoas. Segundo ela, as pequenas mudanças ao longo da vida resultam em grandes êxitos.

E, lógico, quando o tema é constelação, o idealizador da abordagem é sempre louvado. “A grandeza da obra de Bert, que aproveitou seu dom e agregou muito valor à vida. Ele merece todo o carinho, ser lembrado para sempre. Seu legado é ímpar, ele ajudou muitas pessoas, inclusive na cura de traumas, chegando a ser até  indicado para o prêmio Nobel da Paz”, elogiou Olinda, uma fiel seguidora e entusiasta de sua obra.

Após breve retrospecto das temáticas da primeira aula sobre pertencimento e equilíbrio, Olinda Guedes voltou a ressaltar que não é possível oferecer o que não temos. Se os filhos não receberam amor de graça dificilmente conseguirão ser pais de verdade.

O princípio da ordem -  A mestra sempre faz questão de reforçar a importância da honra aos relacionamentos anteriores. “às vezes o casal, o pai ou a mãe,  tiveram um relacionamento e não concluíram o relacionamento, caracterizando uma violação do pertencimento. Não dá para sair sem se despedir, sem dar satisfação. Quem fica, fica magoado e essa dor será mostrada em algum descendente para que possa ser curada, alertou Olinda.

Como nada fica no passado e tudo é um grande agora, necessária é a liberação do relacionamento anterior para que cesse a  raiva sentida da filha pelo pai,  o caso citado por Olinda.

 A condição não resolvida fica esperando para ser solucionada, seja de memórias pessoais (relembradas rapidamente) ou transgeracionais.

“Há também as memórias epigenéticas que carregamos de geração a geração, o que ficou em aberto a gente leva adiante, os dons também levamos. Não herdamos somente os sofrimentos. Nem somente as fortunas, os ônus também”, assegurou Olinda.

Após uma bela música cantada por Alice, um mantra de amor e bem aventurança, a professora Olinda comentou que tem feito reflexões profundas sobre  a  experiência humana e as constelações.

“Constelação não é só uma intervenção clínica, ela precisa modificar por dentro, fichas precisam cair. Quando colocamos a constelação, ela faz efeito quando toca o coração. Mudanças ocorrem quando nos sentimos responsáveis pelo que fazemos ou deixamos de fazer”, ensinou Olinda.

A paixão é espelhamento – De acordo com Olinda,  nos relacionamentos há espelhamento. A paixão é na verdade uma forma de se curar, já que a pessoa pode  sim ser  incrível, só que também é objetivo do encontro trazer à tona dor e sofrimento do próprio sistema.

 “Uma constelação não resolve um casamento mal feito, se não se arrepender, se não se tocar, não resolve. Só resolve se a pessoa modificar seu estilo de vida, seu jeito de pensar, sentir, agir. O problema não é o outro, nos achamos vítimas, quando somos sempre protagonistas, ajudamos a cocriar a realidade”, reforçou Olinda.

A aplicação da constelação

- Quem tem consciência do problema, tem a possibilidade da solução. Constelação é uma forma de ajudar a perceber a consciência, é uma prática terapêutica. Constelação é um estilo de vida. É para ser praticada, seguida, somente assim podem ser  alcançados resultados e soluções.

Olinda alertou que quanto mais cedo a pessoa se prepara, aprende sobre relacionamentos, sobre comunicação, sobre emoções... , menos chances de errar na vida, nas relações. “Imagine fazer um curso antes dos filhos ou netos nascerem. Vai acertar muito mais”, orientou.

A consteladora e pesquisadora também comentou sobre o efeito da memória transgeracional  para doenças como bipolaridade, síndrome do  pânico e esquizofrenia.  “Precisamos prestar atenção às psicoses, às situações delicadas, com delírio e alucinação. São memórias de sofrimentos de outras gerações. A constelação ajuda, e também são indicadas intervenções sensoriais e mecanicistas. A pessoa não pode ficar sozinha ou desamparada. A família precisa zelar e cuidar, criar ambientes de proteção. Precisa de medicação para dar espaço no organismo da pessoa e assim ter  momentos  de lucidez e condições de recuperação do organismo”, orientou Olinda.

Movimentos que trazem solução

Olinda esclareceu sobre os quatro movimentos responsáveis por trazer a cura em uma constelação.

Concordar

Este é o primeiro movimento – Ela citou por exemplo o caso de um pai triste e a importância do concordar com o destino dele. Neste caso podemos reconhecer as dores do pai, do avô. “Vejo tudo isso, sei que você não é triste porque quer, é uma maneira que o seu inconsciente encontrou para lamentar toda dor dos antepassados”. 

Concordar é não  julgar se há certo ou errado. É simplesmente admitir a realidade tal como é, sem julgamentos.

Dentro deste movimento do concordar, Olinda disse sobre a importância dos Florais de Bach, de abraços, da homeopatia. A vida é o que é, todo sofrimento tem uma justa razão, a pessoa não sofre porque ela quer, é assim que os sistemas funcionam, é o amor do espírito. A pessoa precisa ter a dignidade de pertencer. Toda pessoa precisa contribuir com o sistema. Palavras ditas com sabedoria por Olinda Guedes.

Agradecer

O segundo movimento de cura numa constelação é  o agradecer. Mesmo vendo todo o sofrimento, apesar de tudo, a vida chegou até a gente, e nossos antepassados conseguiram dar condição de subsistência. Nos ampararam, deram carinho, orientaram, colocaram limites. Resta-nos, agora, sermos gratos pelo tanto que recebemos.

Olinda citou o caso de dores na coluna, normalmente são ligadas a dores dos antepassados, tem a ver com sobrecarga. “Basta constelar a dor e integrar o sofrimento dos antepassados, que o corpo se reorganiza, neste caso o foco é a gratidão, o reconhecimento pelo bem que houve apesar de todo o sofrimento...  a vida seguiu adiante exatamente devido ao sacrifício, ao empenho deles”, pontuou Olinda.

Já o Alzheimer tem a ver com um grande sofrimento ancestral a ser esquecido. A  pessoa perde sua memória pessoal e passa a vibrar o esquecimento necessário como forma de amor .

Pedir

É o terceiro movimento. Pedir: "Por favor nos queira bem, apesar de todo o sofrimento. Dou lugar no meu coração, agora sei, sou grata por todo o sacrifício de vocês.  Imagino o sofrimento de vocês, eu sinto compaixão”.

De acordo com Olinda, o pedir é a expressão da humildade, é um "eu quero, me olhem com amor",  é toda uma conversa com a gente mesmo, com nosso coração.

Sinto muito! 

O quarto movimento é o lamentar-se.  É o movimento do "eu sinto muito",  do verdadeiro arrependimento,  do perdão, da conversão. É importante abraçar a dor do coração, chorar o pranto, se arrepender, mudar totalmente o coração.

“Diga para eles, experienciando o amor, o carinho, a imagem interna que vem, a memória pede: 'sinto muito pelas guerras, pelas diferenças'. Quando se faz isso, experimentamos o sentimento de paz e amor", afirma Olinda.

O que  ajuda a completar e a curar? É importante seguir a constelação de  maneira dedicada, gentil, singela, com responsabilidade.

Conhecimentos sistêmicos são para serem praticados todos os dias da vida.

O movimento da pessoa se tornar adulto, vai além de um apressado pedido de desculpas.  “É preciso se arrepender do que foi dito, é necessária a reparação do dano. Algo precisa ser feito para reparar o dano causado. Precisa fazer um sacrifício pelo dano, só pedir perdão não é suficiente”, reforça Olinda.

 Como em toda aula da imersão sistêmica, Olinda Guedes deixou uma tarefa especial para os participantes da jornada. Desta vez a cartinha a ser escrita é sobre algo que você gostaria de ter feito diferente e se arrepende. É para agradecer e se despedir, com demonstração de carinho, afeto e arrependimento.

E hoje, no terceiro dia da imersão sistêmica, a partir das 19 horas, será realizada uma constelação fluvial ao vivo. Para concorrer à constelação, é preciso deixar um comentário na publicação no instagram @olindaguedes. Ela irá analisar o tema e escolher o que será constelado, gratuitamente.

Se ontem, sem constelação, participantes relataram, nos comentários do YouTube, o quanto estavam sendo tocados de modo curativo pelo conteúdo, consegue imaginar a emoção da imersão sistêmica de hoje, com constelação na água?

Venha conosco, chame os amigos. Seu sistema familiar agradece!

A Escola Real está com as portas abertas essa semana para a Comunidade. Aproveite e venha conosco!


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