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TAREFAS MÓDULO 3

TAREFAS MÓDULO 3

Sei pouco sobre a infância dos meus pais. A mamãe está junto de Deus há 23 anos e o papai não fala sobre o assunto. Talvez doa falar.

Imagino e sinto muitas dificuldades em tudo, penso em como era a vida há 90 anos. Os estudos, o trabalho, os recursos básicos...

Meu pai é oriundo de uma família de mais de dez filhos e meu nono era agricultor, logo ele ajudava na lavoura desde pequeno. Os meus nonos italianos também tiveram muitas dificuldades e acredito que não deram o carinho e amor necessários aos filhos, assim como ocorreu entre o papai e os seus. Hoje entendo isso, pois cada um dá o que tem.

Se o pai não recebeu carinho, como daria?

Minha mãe vem de uma família de seis filhos e talvez haja algum que morreu pequeno. As origens são italianas e lembro dela comentar que pescava com o meu nono. Acredito que também não teve o amor e carinho necessários para uma criança feliz e hoje percebo que a mãe era triste, não demonstrava muita alegria.

Pesquisando sobre meus antepassados descobri que o meu bisavô, pai do meu avô materno, perdeu os pais no navio, vindo da Itália para o Brasil.

Não sou filha adotiva, mas dos 14 anos até uns 34 anos tive o privilégio de ter pais do coração. Foi uma família que me recebeu para eu estudar. Esse pai do coração teve uma infância muito triste, perdeu o pai, passou muitas necessidades. A mãe do coração também passou por dificuldades, mas acredito que não passou fome.

Os dois eram de origem alemã. Foi uma experiência muito boa, a amorosidade deles era maior e agradeço pelo que eles fizeram por mim, me senti filha.

Sobre a vida conjugal dos meus pais eu não lembro muito, pois saí de casa para estudar aos 12 anos. O que observava é que minha mãe sentia ciúmes do meu pai. Também percebia discussões, pois meu pai emprestava dinheiro aos outros e muitos não pagavam. Minha mãe, a princípio, não usava calça comprida. Depois começou a usar e era por cima do vestido.

Minha nona materna, a que conheci, sempre estava com vestido comprido e cabelo em forma de coque.

Apesar dos pesares, meu pai cuidou da mãe até ela partir e em alguns momentos ela queria o pai por perto para cuidar dela.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos meus pais, eles nos deram o essencial para vivermos, a vida. Não passamos fome e alguns filhos puderam cursar o ensino superior.

Hoje percebo que os motivos dos meus relacionamentos afetivos não terem dado certo são devidos a questões transgeracionais.

Gratidão Mãe e Pai de sangue e Mãe e Pai de coração!

 

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Ivete Bolzan
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Sou a sétima filha de Severino Bolzan e Ernesta Taschetto Bolzan. Moro em Santa Maria - RS . Atualmente aposentada.

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