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Temas existenciais: Por que isso acontece comigo?

Temas existenciais: Por que isso acontece comigo?

Conteúdo autoria: Olinda Guedes
Realizado em Guarapuava em 13/09/19

Os temas existenciais acontecem na vida de todos nós. Estes temas são basicamente constituídos por angústia, ansiedade e depressão. A angústia é um movimento interrompido em direção à mãe. A dinâmica da angústia é: “Mamãe, onde está o seu coração? Mamãe, eu me acalmo se eu ver a sua face.”

A ansiedade é um sintoma que procura pelo pai, traz a dinâmica: “Papai, cadê você?” A ansiedade é um movimento de urgência da alma para encontrar o pai. O pai está fora, o pai está no futuro. A criança no ventre da mãe só encontra o pai se ela sair, se ela for para o futuro. Por isso, uma das condições da ansiedade é a pressa de querer sair, querer movimentar-se. O que cura a ansiedade é o pai.

Quando uma criança precisa cuidar de seus pais porque eles estão doentes ou pobres ou infelizes, a alma da criança fica vazia de alegria. Fica vazia de infância. Depressão é vazio. “Cadê a infância feliz?”  A dinâmica da depressão é: “Por favor mamãe, me deixe ser criança, seja você a grande, pra que eu possa me expressar e brincar. A depressão está relacionada a ter que tornar-se grande antes do tempo. A intervenção mais eficaz para curar a depressão é o colo da mãe. É um ambiente seguro onde o indivíduo possa ser curado. A depressão pode  se expressar por meio de um sentimento de vazio, vazio de alegria, vazio de contato, tristeza e raiva. Pessoas agressivas carregam a depressão.  Estas, infelizmente são muito menos cuidadas do que as pessoas tristes. Pessoas agressivas também são pessoas depressivas. Portanto, o pedido de quem está deprimido: “Por favor, me deixe ser criança, devolva a minha infância.”

Por isso, muitas vezes a depressão é acompanhada de extrema sonolência e insônia. Sono é mãe, sono é pai. Quando não temos mãe, ficamos depressivos, isso pode ser uma memória pessoal ou transgeracional. O indivíduo pode ter uma infância feliz, porém sua mãe, ou uma avó, ou um antepassado, pode ter tido uma infância infeliz, ter sido abandonado, ter estado doente. Esta memória permanece no nosso DNA e essa memória pode ser vivenciada em alguma fase da vida. O que cura é uma intervenção sensorial, por meio de alguma técnica reexperimentar a mãe, o amor da mãe. A constelação é uma intervenção sensorial para recuperar estes vínculos de amor interrompido. O renascimento, a massagem reparentalizadora, os florais, também são intervenções que podem ajudar aqui.

Um órfão pode pintar o retrato de sua mãe e deixar este retrato vivo em sua casa. A antroposofia ensina que quando nós desenhamos, isso nos ajuda a fazer novas sinapses, novas percepções. Ela propõe que quando estamos com depressão, devemos tecer com tear, com agulha, devido a estimular a sua capacidade, porque a depressão tem algo da pessoa dizer que não consegue. Ela propõe estes exercícios de moldar, pintar ou desenhar ou entalhar, construir com argila para recuperar de maneira sensorial o poder de construir a sua própria realidade.

O problema não está no fato de uma criança ter a sua mãe ou seu pai sem um corpo físico, mortos. O problema está nos adultos que cuidam destas crianças, ignorar os seus pais. Não contar histórias deles, não honrar. O que faz mal para a alma é esquecer, é excluir, é apagar da memória. Morrer faz parte da vida, entretanto matar, é sempre opcional.

Devemos manter vivos em nós, por meio do amor, todos aqueles que contribuíram de forma significativa para nossa vida, inclusive nossos pais. É isso que nos empodera, o amor vivo em nossos corações.

O que cura é o amor.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Maria Helena Wantroba
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Olá! Sou uma aprendiz desta nova visão que desponta, após conhecer as Constelações Familiares. E esta "nova visão" está sendo um marco para minha vida e para meus relacionamentos. Tudo melhora, quando compreendemos mais sobre a vida! Gratidão!

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