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Uma oportunidade única: a transição

Uma oportunidade única: a transição

Estamos em uma fase de transição, e até aí nada de novo, porque sempre estamos. Mas, existem transições e transições. Todo feto se torna um bebê, todo bebê se torna uma criança e segue o baile. Isso é viver transições, é natural e intransferível. Porém, existe um tipo de transição que poderíamos dizer que depende de livre-arbítrio. Embora, às vezes, eu me pergunte até onde é livre o arbítrio pelo qual você paga um preço. Bom, nada é totalmente livre mesmo, não é?

Nesse momento, estamos vivendo uma fase de transição de Era, onde Impérios são derrubados, civilizações desaparecem, ideologias são revistas. E isso acontece ao longo da História (obviamente que não começou agora). Talvez, nem pareça isso para alguns, mas é porque a gente só vê o quadro inteiro (quando vê) depois que a fase já passou. Não conseguimos olhar de dentro. Outras gerações é que vão ver isso nos livros ou Kindles no futuro.

Devo aqui fazer uma correção, nem todo o feto vira um bebê, pois que seu desenvolvimento pode ser interrompido. O mesmo pode acontecer com indivíduos isolados que fazem uso de seu livre-arbítrio negando a evidência de que é preciso mudar, pois que aqueles que não mudam são esmagados (se pudesse, perguntaria a um Atlante* o que ele acha disso).

*Relativo à Atlântida (habitante da vasta ilha ou continente de existência lendária que foi dizimada por sua própria arrogância).

E eu acredito que nossa geração está fazendo parte do início de uma "nova" transição, início porque apenas começamos a vislumbrar as verdadeiras consequências dos estragos que foram feitos nos últimos séculos. Está chegando o momento onde já não mais será possível olhar apenas para o próprio umbigo montado no "lombo" do outro. Isso vai acabar, nossa geração pode até não ver o quadro todo, mas isso vai acontecer.

E o nosso livre-arbítrio terá uma forte influência em como essa transição será, se terá mais ou menos dor, porque não temos a escolha de impedir a mudança, só podemos escolher aceitar ou negar. E é uma mostra disso que estamos observando mundo afora, gente resistindo à queda da economia tal como a conhecemos, resistindo ao amor fraternal, resistindo em evoluir.

Por outro lado, existem pessoas se dando conta que essa é uma oportunidade única. Que o Coronavírus, por exemplo, é uma maldita benção, porque é maldita àqueles que a ela estão sucumbindo (com o apoio dos anti- isolamento) e uma benção para aqueles que compreenderem que nada mais será como antes e tratar de usar seu livre-arbítrio para se adaptar ao novo mundo.

Estamos sim em transição, isso não é negociável e nem transferível. Cada um de nós terá que dar sua contribuição para o processo, cada um de nós terá que mostrar a que veio, cada um de nós terá que dar o melhor ou o pior de si. Lembrando que o pior pode ser tudo o que temos a dar. E no final, está tudo bem, porque só se dá o que se tem, e muitos não tem nada mais que medo e ira para dar. E está tudo bem, porque a dor é inevitável, mas o sofrimento será sempre uma opção.

É claro que nunca é uma opção fácil para o imaturo abrir mão de culpar ou responsabilizar o outro por suas próprias escolhas e decisões. Por isso, uma transição, porque não se muda da noite para o dia, porque não se abre mão de uma zona de conforto (muitas vezes extremamente desconfortável, mas conhecida) com facilidade.

Enfim, a ideia aqui é levar as pessoas a refletirem que escolhas farão diante do inevitável. Sabemos que essa luta está apenas começando, porque só aos poucos as pessoas começam a perceber que seu modo de vida até aqui não as preparou para enfrentar o desconhecido (que agora é conhecido como um vírus, por exemplo), que veio para colocar seu pequeno mundo de ponta-cabeça.

Então, eis a grande questão: - Você vai fazer parte dessa grande transição ajudando a construir um mundo novo ou prefere terminar como um Atlante?

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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