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Uma pequena flor: Uma grande lição!

Uma pequena flor: Uma grande lição!

Recentemente nos mudamos de um apartamento para uma casa simples com quintal grande.

Apesar dos motivos que nos levaram a vender o nosso apartamento para ir morar numa casa alugada, a nossa qualidade de vida melhorou!

Nos primeiros dias de mudança, tirar as coisas de dentro das caixas, carregar os móveis e organizar tudo... não foi nada fácil... 

Na verdade, não estava nada fácil engolir o fato de que precisamos vender o apartamento apenas para pagarmos dívidas.

Então, como não sobrou muita grana da venda do apartamento, não tivemos condições em comprar outro imóvel e, precisamos alugar urgente uma casa dentro do nosso orçamento da época. Escolhemos uma casa de material, mas estava abandonada, mal zelada, com a grama do quintal alta e com diversos reparos por serem feitos ainda. Tinham tomadas antigas, algumas peças com infiltração nas paredes... baratas e aranhas "brotando" dos cantos das paredes a cada peça que limpávamos... torneira do chuveiro estragada... pia do banheiro vazando... grama por cortar... e as mãos calejando.

Mesmo a casa sendo alugada por Imobiliária, a dona do imóvel não quis descontar nada do aluguel em troca de fazermos trocas de peças, consertos e reparos. O que achávamos essencial um imóvel ter funcionando, não houve acordo e, tivemos de desembolsar e arrumar tudo sozinhos (meu marido e eu). Infelizmente, têm coisas que você só consegue verificar num imóvel, depois que você mora nele.

Estávamos tão sobrecarregados, cansados, exaustos... Tantas coisas para fazer ainda. E detalhe: temos uma bebê... E no meio do agito todo, (ainda pra "ajudar"), ela mexia nas coisas, quebrando dezenas de coisinhas da mudança. Muita paciência nessas horas!

O que era um stress pra gente, para ela era só alegria!

Eu tinha recebido uma proposta de trabalho (em casa) uma semana antes da mudança e, não podia mais perder tempo, (pois desde que eu tinha engravidado pela primeira vez, eu havia parado com todas minhas atividades profissionais e estava ansiosa por voltar a trabalhar de forma remunerada de novo)... Então chegava a dormir pouco, para conseguir dar conta em organizar as coisas.

Ainda na primeira semana da mudança, numa bela manhã de sol, nossa pequena (de apenas 1 ano e 8 meses) estava no quintal e disse: "- Mamãe..!"Olhei para fora, fui até ela e observei uma pequena florzinha em sua mão. Ela estendeu a mãozinha, fez sinal para eu abrir a minha mão... e colocou a florzinha.

Eu, que não achei que tivesse flor alguma naquele quintal com a grama tão alta, fiquei tão feliz naquele momento... A beijei, a abracei... e toda aquela correria, de repente parou. Parece que todo aquele stress desapareceu, pois a mensagem que a Carol e aquela florzinha diziam, foi: "- Sejam bem-vindos à nova casa... à nova vida! Agora vocês já podem descansar... não precisam organizar tudo na primeira semana... o pior já passou!"

Me dei conta que enquanto estávamos stressados, Carol já estava noutra frequência: a da alegria de viver, da liberdade em morar num espaço maior... e a gente ainda nem tinha se sintonizado no novo.

Depois disso, parei de olhar para os detalhes da mudança, as instalações da casa e comecei a observar mais a vizinhança, o bairro. Em menos de 10 dias, fiz amizade com as vizinhas de muro e conheci a dona Tecla, que me apresentou a Lu, uma babá profissional (16 anos de experiência). Quando soube, meu coração saltou de alegria, pois havia encontrado uma parceira, para me ajudar a cuidar da Carol... Quando conversamos pela primeira vez, ela se apaixonou pela a Carol e a Carol por ela. Pareciam amiguinhas! E meu coração se alegrou, pois senti confiança nela.

Mesmo sendo bombardeada pelos familiares para colocá-la na Creche Pública, eu sabia que ainda não era a hora... E que ficando mais tempo em casa, a Carol poderia se divertir muito mais... muito mais do que ficando em confinamento dentro de uma sala pequena o dia todo, com outros 12 ou 17 bebês (no berçário). E ela não ficaria sozinha lá na casa da babá, pois lá também têm outras crianças.

Depois de saber que a Carol estava sendo bem cuidada por uma pessoa de confiança, meu coração descansou e consegui liberar minha mente para poder concluir com mais tranquilidade toda a faxina na casa, no quintal... junto com meu esposo... e poder voltar a trabalhar... home office mesmo.

Graças a Deus, agora, quase 6 meses depois, dou graças a Deus por morarmos num lugar como este, pois imagina ficar confinado (em quarentena) num pequeno apartamento?! Se todos os dias, quase, eu levava a Carol para brincar no parquinho do condomínio, agora, em tempos de Corona Vírus, eu não poderia fazer o mesmo.

Soube Sábado passado, por uma de minhas vizinhas do condomínio, que lá estão todos conversando das janelas de seus apartamentos... E que ninguém pode ficar transitando... Já imaginou? Que livramento tivemos!

Então, penso que todas as coisas, por mais dolorosas que sejam, como perder um imóvel por exemplo, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus... Hoje, apesar de tudo, não perdemos nossa paz, nossa alegria e nos sentimos seguros e livres... mesmo em tempos tão obscuros que o Mundo está vivendo.

Morar numa casa simples com quintal grande, acabou sendo o melhor lugar do mundo para se viver nesse momento de caos que o Mundo está passando.

E poder estar em casa com nossa pequena, sem se preocupar em dar lições que a escola agora está tendo de passar para seus alunos; só de saber que estou livre de todo esse sistema, é uma sensação indescritível de liberdade!

Como sempre gostei de trabalhar como autônoma e também em ser mãe, agora vivo essa realidade de forma plena, podendo trabalhar em casa e proporcionar à nossa bebê toda qualidade de vida que ela merece.

E de novo, ao olhar hoje essa foto, que tirei no dia que ganhei essa florzinha, constato o quanto Deus é lindo, Deus é Pai, o quanto somos amados, o quanto somos cuidados, o quanto somos protegidos, quando fazemos o que é preciso, na hora certa e aprendemos a nos desprender dos bens materiais... Pois a vida é maior! A vida é Mais! <3

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Marinez da Silva Amatti Grochewski
Marinez da Silva Amatti Grochewski Seguir

Me chamo Marinez, sou filha da Adel e do Tião. Sou cantora, violonista, compositora, casada e mãe. Tenho formação em Constelação Familiar e PNL, pelo Instituto Anauê-Teiño. Espero compartilhar com vocês várias das minhas reflexões e experiências!

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