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Você quer realmente tirar seus sonhos do papel e encontrá-los no seu coração?

Você quer realmente tirar seus sonhos do papel e encontrá-los no seu coração?

Você quer realmente tirar seus sonhos do papel e encontrá-los no seu coração?

Por Sandra Suely Soares Bergons, psicóloga e terapeuta sistêmica

Chegamos ao início do segunda metade do ano. Você já fez o seu balanço pessoal, profissional e familiar? É comum que a cada início de ano façamos um projeto a ser cumprido no ano que chega. Esse projeto vem recheado de sonhos maravilhosos.

Com o passar do tempo vemos dificuldades para que o sonho se concretize. Dentro de nós teve início uma batalha das nossas motivações com os muitos estímulos externos que acabam se tornando necessidades inadiáveis que acobertam os nossos sonhos ou que justifiquemos a nossa apatia pelas nossas experiências passadas.

Você sabia que para irmos em frente temos que liberar o nosso impulso de olhar para trás, para a nossa origem, para os nossos antepassados? É preciso reconhecer nesse movimento os inúmeros caminhos a tomar pelo conhecimento e acontecimentos que nos precederam. A armadilha desse caminho está em querermos permanecer lá, remoendo, lamentando, culpando e justificando, isto é: preso no passado. Ficamos ali como se nossos pés não saíssem do lugar presos a uma areia movediça, ou como se em nossos pés tivéssemos uma bola de uma tonelada de chumbo. Não nos movemos. Ficamos acomodados lá nesse passado esperando que alguém nos socorra, nos liberte. Quanto mais tempo ficarmos nesse lugar, mais nos conectamos com a criança que sempre quer mais, sempre exige mais e mais na esperança que esse que chega seja o  amigo ou parente que nos tire daquele lugar.

Quando nos vemos presos nessa armadilha, somos envolvidos por dores da emoção, de não ir para frente, de não obter sucesso, de não fazer o planejado, de não conseguir olhar para dentro de si, de não se reconhecer. Isso significa que preenchemos todos os nossos espaços com enchimentos alheios, nos apegamos a esses sofrimentos que não são nossos. Por isso o lamento. O lamento limita a ação. Não conseguimos acolher o que é realmente nosso porque estamos preenchidos com aquilo que não é nosso.

Assim passamos a maior parte da nossa vida sem dar lugar e sem abrir espaço para aquilo que nos fará feliz, num eterno lamento característica da síndrome de Hard - “Oh dia! Oh dia céus! Oh, azar! Eu sei que não vai dar certo!!!!”. Aqui manifesta a criança que se distrai com tudo e não dá atenção para as oportunidades e sinais que a vida vai nos colocando a cada momento. Aí busco aconchego no “Deixa a vida me levar”.

Com certeza um dia seremos surpreendidos por um sintoma maior do que já sentimos até então e aí sim seremos obrigados a olhar para dentro de nós. Nesse momento conseguiremos ver aquilo que nos era invisível, vamos levar nosso olhar para além do aparente. Vamos deixar ir o que não é nosso e com muita gratidão agradeceremos os ensinamentos e conhecimentos liberados pelas dores e conseguiremos ficar com aquilo que é nosso, com o que é do nosso destino.

O trabalho sistêmico com a terapia breve é o caminho que nos auxilia a fazer o movimento do  olhar para “além do aparente, olhar com carinho para a nossa criança interior, desse modo, assumimos aquilo que é do nosso destino, as nossas dores e as nossas felicidades. Enfim iremos para frente. Aprenderemos a não procrastinar. Venha conosco!

Este texto foi produzido com base na minha experiência de vida pessoal e profissional pela inspiração de aulas, encontros e leituras com Olinda Guedes e reflexões sobre as ideias de Bert Hellinger, Olinda Guedes, Ana Garlet e Letícia Linhares que nos remete a o tema.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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