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A DISNEY E EU

A DISNEY E EU

Vou contar aqui quais princesas dos studios da Disney eu mais gostava e a mensagem que elas me passavam. 

Bem, começando pela minha infância, quando me pergunto qual princesa eu gostava, penso na Cinderela. Cinderela era uma moça educada, gentil, amiga dos animais, prestativa, cumpria suas obrigações rotineiras, sonhava com o príncipe encantado, um vestido maravilhoso, um casamento perfeito e uma vida feliz para sempre, o único problema é que fui assim, não só na minha infância, fui assim até os meus 30 anos, quanta imaturidade.

Aos 30 anos com o meu divórcio e com uma princesinha de 3 anos de idade, eu e a Disney começamos a mudar nossa visão de mundo, paramos a acreditar em príncipes perfeitos e finais felizes para sempre.

A impressão que tive foi exatamente essa, pois a tradicional “fábrica de princesas” acabara de lançar o filme Princesinha Sofia, uma menina que muda para o castelo com sua mãe, divorciada ou viúva, a história não nos dá detalhes, que casará com o rei, que também está solteiro sem nos explicar a razão, e já tinha dois filhos frutos do seu primeiro casamento.

Bem, o mais importante é que a Disney fez um filme infantil com o casamento de um homem e uma mulher “separados”, que ambos tinham filhos dessa primeira união desfeita por alguma razão e ambos teriam então seu segundo casamento com filhos não legítimos.  

O filme da princesinha Sofia foi um sucesso e é até hoje, virou série e desenhos no canal da própria Disney, a princesinha Sofia é um exemplo de filha, amanda pelos novos irmãos, pelo pai e  todos que a conhece, se tornou realmente um exemplo de uma criança educada para as crianças, sem revolta, exageros com a vida de luxo que lhe foi entregue de uma hora com coroas e tiaras de brilhantes. 

Parece que com a criação dessa nova princesinha, meu coração acamou porque o que menos quero nesse mundo é que minha filha sofra com minhas escolhas. É claro que ninguém casa para separar e muito menos tem filho pensando que a união não tem chance de dar certo…. mas infelizmente deu errado e separei com uma pequena com 4 aninhos de idade.

Vendo a Sofia e com a cor lilás, que era a cor preferida da minha filha (risos, como o mundo é perfeito) o próprio conto de fadas contava para ela que ela não era diferente de ninguém por ter seus pais separados, isso foi lindo. 

Quando mostrei para mim mesma o quanto sou forte para vencer meus próprios obstáculos, que não preciso viver infeliz e nem sofrendo, que estava orgulhosa por ter sido corajosa e ter colocado um basta em um casamento de sete anos com uma filhinha de quatro anos, vem ao mundo a Princesa Valente, mais uma princesa que não está dentro dos antigos padrões Disney.

Merida é uma princesa que nega a imposição de um casamento arranjado entre dois reinos pelos seus pais, é uma princesa que adora andar a cavalo, atirar arco e flechas, andar pela floresta, bem diferente dos hábitos das princesas de só ficar para dentro dos muros dos castelos bordando seu enxoval esperando o tão sonhado príncipe encantado chegar em seu cavalo branco e com ele o amor verdadeiro para serem felizes para sempre.

Nesse filme a Disney (Pixar) Merida enfrenta seus pais, lutando por sua própria mão, por sua própria liberdade, desenvolvendo uma história onde mostra que o mais importante não são as tradições obrigatórias das famílias e sim o que fazemos com o verdadeiro amor, como o amor de uma mãe e sua filha conquistado durante anos, em muitos dias saudáveis, felizes e de muitas risadas.

Como toda história tem dois lados, após saber a versão de Malévola e Cruella, já não as encaixo do lado das vilãs mais, elas foram traídas e não tiveram como se defender porque pessoas usaram a bondade como forma de deturpar a verdade, fazendo com que elas fossem injustiçadas. 
Sou encantada com a Disney, ela tenta se adaptar a realidade do mundo o tempo todo. 

 

 

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