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A GATA BORRALHEIRA

A GATA BORRALHEIRA

Foi assim que conheci a Cinderela e que ela me marcou.

Professora Olinda, essa doeu. Escrevo te imaginando em minha frente, assim como em uma conversa.

Com essa atividade me recordei dessa história que há muito tempo eu não me lembrava. Os desenhos da Disney na minha infância eram apenas por revistas na banca de jornal. Quando meus filhos nasceram começaram a chegar ao Brasil as fitas cassetes. A fita da Cinderela era peça rara.

Eu era apaixonada pela história, mas não pela magia dela se transformar em Cinderela e sim por eu desejar muito que ela se rebelasse, tomasse uma atitude.

Concordo com o destino da madrasta cruel, mas ainda assim teria gostado mais se a gata borralheira, escravizada, tivesse tomado uma atitude mais contundente. Eu revia o desenho e lia a história pensando em qual momento ela teria uma brecha para escapar.

Agora olhando para minha vida... Eu repeti a história!

No segundo casamento do papai, a minha madrasta fazia tudo isto, em menor proporção... Eu queria muito sair da situação, mas por amor ao papai e pelas minhas irmãs, eu era a pessoa que intermediava tudo. Eu nunca gostei de brigas e discussões. Certa vez presenciei pela janela o papai discutindo e na hora eu perdi a visão.

Também não conheço em nosso sistema familiar nenhuma outra história com segundos casamentos ou madrastas.

Não tomei a atitude da maneira que eu gostaria que a Gata Borralheira tivesse feito, mas no primeiro momento que surgiu a oportunidade eu me casei.

Ahhh!

Eu tomei a atitude, eu me casei! Eu não o via como meu salvador, mas foi quem me tirou da situação que eu não queria mais continuar.

Gratidão!

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