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AS ORDENS DA AJUDA CONSTELAÇÃO SISTÊMICA

AS ORDENS DA AJUDA CONSTELAÇÃO SISTÊMICA

Segundo Bert Helling existem alguns princípios que devem nortear a ação de prestar ajuda, a fim de ser de proveito e verdadeiramente genuína, sem tomar para si o problema alheio.  

Primeira lei da ajuda, você só pode dar aquilo que você tem, e você só pode tomar, pedir aquilo que necessita.

Podemos ajudar as pessoas que querem se modificar, entretanto aquelas que desejam mudar o outro, essas saem do nosso campo de atuação, continuar um atendimento desse é se intrometer no destino alheio.  

Dentro dos processos terapêuticos sistêmicos compreendemos, que quando nos modificamos tudo ao nosso redor é alterado por ressonância.

Ao ver a vida diferente e adotar comportamentos positivos, estes entram em ressonância com comportamentos que estão adormecidos no outro e desta forma as pessoas com que convivemos podem mudar também, bem como atraio mais pessoas com padrões comportamentais mais condizentes com nossa postura de vida, como pode acontecer de pessoas saírem de nossa vida, visto que   já não há em mim comportamentos disfuncionais que justifique o comportamento tóxico do outro.  

Segunda lei da ajuda, tomar a realidade como ela é, você deve observar a circunstância.

Nunca devemos olhar o sofrimento, a queixa isolada do contexto.

Dentro dessa concepção não podemos ajudar sem investigar,  questionar:  isso acontece como? Quando? Aonde? Com quem? Desde quando? De que modo? De que jeito? Sempre foi assim? Desde quando começou?  

Terceira lei da ajuda, é preciso tratar o cliente como adulto, responsável por seus atos e com toda a potência curativa.

Assim terapeuta e cliente estabelecem uma relação madura, respeitosa de empoderamento.  

São dois iguais caminhando lado a lado em prol de um objetivo, quer seja a resolução de um problema, ou a melhoria de uma circunstância, enfim os milagres que se busca.

É uma relação de respeito eu tenho poder meu cliente tem poder, eu tenho afeto meu cliente tem afeto, todos somos protagonistas. 

Quarta lei da ajuda, tenha um profundo respeito pelo seu cliente, pelo sistema dele, pelo que aconteceu aos seus antepassados, e por todas as lutas e dores vividas.  

Ao olhar a queixa devemos leva em consideração o sistema do cliente, as condições de vida, o trabalho, todo seu contexto de vida.

Jamais coloca o seu cliente como certo o sistema dele como errado, nunca se coloque de forma presunçosa, pensando que as coisas deveriam ser diferentes.  

Sempre considere ele como parte de um todo, muitas vezes na condução de uma constelação obtermos respostas, que jamais poderíamos imaginar, que nos foi entregue pelo sistema, portanto sempre seja humilde e tenha postura de neutralidade seja a fonte por onde a água deve escoar para encontrar seu destino.  

Ajuda deve ser prestada se colocando ao lado do cliente e também da outra parte envolvida na problemática, todos precisam ter um bom lugar em seu coração.

Um bom exercício e imaginar o que a outra parte envolvida diria se pudesse ser ouvida?

Isso faz a gente ter a possibilidade de uma ajuda precisa, pois podemos pegar o fio condutor que engendro todo o sintoma apresentado.    

Quinta lei da ajuda, é não julgar, não ter presunção, não ter críticas.

Importante ter respeito pela pessoa e pelo destino dela.

Você só pode dar ajuda a uma pessoa quando você der um bom lugar no seu coração a ela, ao sistema dela e a todos envolvidos. Toda vez que a queixa do cliente estiver falando de sua dor, não tratada, você não tem condições de atender, aquilo que não possuímos habilidades emocionais para lidar nos deforma.    

Seguindo as condutas de ajuda elencadas por Bert Helling os terapeutas sistêmicos podem trilhar uma bela jornada de cura de forma segura e efetiva junto ao seu cliente, onde todos saem curados e agraciados pelo sistema.  

https://www.instagram.com/vaneska.moura/

 

 

Constelações Sistêmicas

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