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A prosperidade e os pais

A prosperidade e os pais

Os nossos pais são os certos para nós, mesmo que eles não sejam os melhores cuidadores, eles fazem o que conseguem. Também é assim na condição de genitores.

Reconciliar-se com os pais é reconciliar-se com o tempo e com o dinheiro. Tempo é mãe, dinheiro é pai. Quando essas energias estão em desordem o amor não flui e a prosperidade não chega.

O tempo é a energia feminina: criatividade, paciência, dedicação, disciplina, espera, confiança. Em desordem traz problemas com prazos, gestão de equipes, doenças recorrentes no trabalho, atrasos...

Já o dinheiro é a energia masculina: determinação, tenacidade, estratégia, foco, ação, realização. Em desequilíbrio traz problemas com falta de atitude, desemprego, escassez, indisponibilidade, desatenção...

Tenho boa relação com o trabalho e sempre tive a certeza de que ele nunca faltaria. Olho para ele com gratidão, respeito e o honro, pois dele vem o meu sustento. Deste modo o dinheiro nunca me faltou, por vezes foi o suficiente, por vezes abundante.

Reconheço a minha dificuldade com o tempo. Percebo que tenho dificuldade com os prazos, não de cumpri-los, mas de deixar para última hora. Não por não saber fazer, mas porque me incomoda fazer de imediato, me traz a sensação de que estou atenta de uma perspectiva negativa, como se a prontidão fosse um defeito. Isso traz à luz a dificuldade que tenho de assumir compromissos.

Tenho certeza que dou conta do recado mas não quero ocupar o meu tempo... como se eu quisesse sempre estar disponível e não ocupada.

“Querida mamãe, eu vejo você!

Vejo porque hoje eu sei que teve nos deixar muitas vezes para trabalhar. Vejo porque mesmo estando em casa você precisava se desdobrar entre as tarefas do lar, do trabalho, da maternidade, do matrimônio. Vejo porque o tempo para o auto cuidado, auto amor era escasso.

Vejo porque nossas antepassadas foram massacradas pelo patriarcado e por isto não respeitamos nossa natureza cíclica feminina. Agora eu sei mãezinha!

Por isto, querida mamãe, renuncio agora o peso de ter que dar conta de tudo e de toda a carga de sofrimento da nossa linhagem feminina.

Eu não posso carregar tudo sozinha.

Sinto muito por todo sofrimento e renúncia que todas tiveram que passar para que a vida chegasse até a mim.

Agradeço e peço sua permissão para fazer diferente.

Mãe querida, eu te amo mesmo assim e você pode me amar mesmo assim."

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