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AGORA EU VEJO VOCÊS

AGORA EU VEJO VOCÊS

Oi meus queridos antepassados. Sou Adriana, filha de José e Ana que são filhos de Margarida e Catarino, e Gildecina e Sebastião, consecutivamente. Venho dizer a vocês que, agora eu vejo vocês todos meus antepassados. Vejo como são muitos. Eu não percebia que vocês existiram. Que vocês desbravaram tudo do que tenho hoje com facilidade.

Agora, vejo que toda força que trago comigo é herança de vocês. Que toda sabedoria acumulada foi herdada de vocês. Venho agradecer por tudo e cada coisa que me alcança. Agradecer por tudo que passaram.

Por todas as dores que enfrentaram.

Agradecer pelos medos superados. Agradecer por terem sido quem foram. Agradecer pelas curas alcançadas. Por cada processo íntimo vivenciado.

Agradeço por terem sido tão solidários. Por terem compaixão pelos próximos. Por terem cuidado de tantas vidas as quais muitas nem, vos pertenciam o dever. Sinto muito por tantas mulheres viúvas, ou casadas com maridos ausentes. Mulheres, sinto muito por tantas traições. Sinto por cada invasão em seus corpos.

Por cada permissão concedida sem a real vontade. Sinto muito por tantos sim, sendo que precisavam dizer não.

Sinto por amores não vividos. Por terem que sido tão fortes o todo tempo. Por assumirem papéis que não vos pertenciam. Sinto muito por minha avó materna ter se despedido da mãe tão cedo. Por ter cuidado do esposo com tanto zelo e não ter sido retribuída.

Sinto por meu avô materno ter tido tanta responsabilidade para criar tantos filhos. Sinto muito por todos os reconhecimentos não ofertados aos pais e mães do meu sistema.

Sinto por todos os homens da minha família não terem prosperidade e abundância. Pelos homens da minha família falecerem tão cedo. Por serem cercados por tantas mulheres de poder e as vezes de arrogância. Sinto muito por termos sidos tão submissos.

Homens, mulheres, crianças ou adultos. Por termos permitido tanto controle sobre as nossas vidas.

Sinto muito por tantas mulheres sozinhas. Pelas que mesmo tento acompanhante não tinha companhia. Pelas que não conseguiram ter filhos. Sinto pelas que tiveram filhos além do que conseguiam dar conta. Pelos filhos que não nasceram. Sinto muito por tantas críticas. Por terem sido tão criticados. Isso traz ressonância pra mim. Sinto muito por tanto peso carregado, pelos fardos físicos e emocionais.

Sinto tanto por tantos choros presos E pelos choros soltos. Sinto muito por tantas dores. Por tantos desamores. Por tantos desgostos. Por tanto pranto. Sinto pelos olhares paternos e maternos ofertados sem manifestações de amor, pelo carinho não recebido. Pelas carências vividas. Por não saberem como ofertar amor.

Sinto muito por tanta fidelidade ao sistema em não termos permissões para sermos felizes em nossos relacionamentos conjugais. Sinto muito pelos abandonos conscientes ou inconscientes. Sinto por tanta coisa. Sinto muito. Sinto muito. Sinto muito.

Agradeço por terem sido quem foram. Agradeço aos meus pais por terem passado por tantos problemas e terem seguido em frente, por tudo que me fizeram e me deram, pela caminhada que me fez chegar até a minha caminhada.

Agradeço aos meus avôs e bisavôs, avós e bisavós por terem gerado tantas vidas e terem conseguido cuidar de cada uma delas até que elas mesmas pudessem cuidar de si e muitas além disso.

Sinto muito por tão pouco carinho recebido, por tantas mentiras, por tantas trapaças. Sinto muito pelos relacionamentos tão superficiais. Agradeço por poder ver vocês. Por ver como e quanto caminharam. Por tanto terem me beneficiado, por me darem a oportunidade de aprender com vocês e seguir diferente, caso eu deseje. Agradeço por tanto.

Louvo a Deus por cada um de vocês, vivos ou desencarnados. Louvo a Deus pelas vidas não consideradas. Sinto muito pelos abortos despercebidos, por estes seres não terem sido inclusos na família, outrora, pelos gemelares não sabidos.

Eu vejo vocês. Eu incluo vocês. Eu considero vocês. Eu agradeço a vocês. Agradeço aos seres que partiram com tanto sofrimento. Que trabalharam tanto pelo nosso sistema.

Em especial, agradeço ao meu pai por ter realizado uma grande missão durante tanta dor e sofrimento. Sinto muito meu pai, por não termos considerado os seus pensamentos, as suas descobertas sobre a evolução do seu processo. Nós estávamos tentando amenizar a sua dor. Estávamos tentando te fazer crer em outras possibilidades. Sinto por não ter respeitado a sua escolha e o seu processo naquele momento. Sou amor por você.

Sinto muito meu avó materno, pelos seus últimos meses terem sido tão difíceis. Sinto por não termos incluso em nossa família os filhos que o senhor solicitou. Sinto muito meu avô paterno por não ter te conhecido. Por quase não saber nada ao seu respeito.  Sinto pelos filhos que não conhecem seus pais. Pelos filhos que possuem outros pais no lugar dos seus verdadeiros, por não terem tido a oportunidade de conhecer e conviver com os seus.

Sinto muito por todas as humilhações que existiram em meu sistema. Todas as pessoas que se achavam superiores às demais por dinheiro ou experiências adquiridas. Sinto pelos humilhados e pelos que humilhavam gerando tantas dores ao nosso sistema. Por tantos parentes em desarmonia, em conflitos constantes. Pelas mães que não conseguiram criar seus filhos, e as avós que foram humilhadas por toda vida por isso. Sinto pela pouca consciência e amor para lidar com isso.

Sinto muito pelas mães que desmerecem seus filhos. Que acreditam que pelo fato de serem mães podem humilhar e maltratar suas crias, sendo elas crianças ou adultos. Sinto pelo que ainda não percebo em meu sistema. Pelo que ainda não posso completar, constelar ou curar. 

Eu sinto muito por tudo.

Agradeço por tanto.

Eu amo vocês.

Vejo vocês e considero vocês, de hoje em diante e para sempre.

 

 

 

 

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