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AO BERT COM CARINHO! CONCLUSÃO MÓDULO 1

AO BERT COM CARINHO! CONCLUSÃO MÓDULO 1

Gisele Reis

Curso- Formação Real em Constelações Sistêmicas - Turma 1

Depois de conhecer a obra e o legado que Bert Hellinger nos deixou, como não sentir uma imensa gratidão?

Conhecer o sua história peculiar e a forma como desenvolveu o trabalho das constelações transformou minha vida de terapeuta.  As ordens do amor e os emaranhamentos é um dos temas que me abriram uma enorme janela de compreensão do psiquismo humano. Fez-me ser uma pessoa com visão mais holística e amorosa da vida.

Antes eu via o indivíduo isoladamente, relacionando-se com a família e o ambiente, com suas questões que podiam estar relacionadas a traumas de infância ou da vida adulta. Mas nunca me tinha acometido a ideia das lealdades a ancestrais que nem sequer conhecemos, e de como podem interferir em nossos destinos.

A visão que ele nos traz da individualidade interligada com todo o sistema ao qual pertencemos, parece tão óbvia que me perguntei como não tinha enxergado isso antes. É a própria relação com a natureza, onde tudo está interligado e em sintonia.  Quando observamos, compreendemos que somos todos parte desse universo, atuando em papéis específicos e de formas diferentes.

É uma ilusão achar que podemos interferir em uma parte desse sistema sem afetar a todos. 

Assim como acontece quando transformamos o meio ambiente, desmatando florestas, impermeabilizando cidades ou cavando imensas crateras do tamanho de bairros, para explorar minérios, e temos consequências danosas. Vemos a fauna e a flora desequilibrar-se, criando doenças e pandemias, o clima mudar seu ritmo, trazendo enormes tornados e tempestades ou estiagens longas. É o que estamos vivenciando, nesse momento, pagando um alto preço por ignorar essa realidade.

Estamos aprendendo, a duras penas, que somos todos um e somos todos partes também. 

O conhecimento sobre o campo morfogenético, descoberto por Sheldrake, ajuda-nos a compreender de que forma são transmitidas as informações dentro do sistema, sem que nós sequer tenhamos qualquer contato consciente com os fatos, muitas vezes passados há várias gerações anteriores.

Compreender as ordens do amor, como as ordens da própria natureza, me fez repensar toda minha relação com meus pais, filhos, companheiros e amigos. Sei, agora, que não devemos, sequer,  pensar em excluir alguém, por amor a todo o sistema. E que é em nome desse mesmo amor, que inconscientemente acontecem as exclusões. Esse princípio também nos traz a certeza de que estamos incluídos sempre, mesmos quando nos sentimos sós, párias e separados.

E isso é confortante!

O equilíbrio entre o dar e o receber é a dinâmica da própria vida e das relações com as coisas e com as pessoas. Quando fazemos nossa parte, sem culpa e sem medo, o equilíbrio se estabelece, mantendo o movimento da troca.

A hierarquia e o honrar os que vieram antes é o que nos mantém no lugar correto, onde devemos estar.  Aprendi com esse princípio a não cobiçar mais o lugar do outro, por saber que estou no que me é de direito.

Considero que, nesse último ano, em que intensifiquei meus estudos das constelações sistêmicas, na Escola Real, passei por um "salto quântico" e acessei uma nova compreensão e visão de existência, muito mais ampla e inteligente.

Daí, esse sentimento de gratidão por tudo o que venho aprendendo com esse mestre e essa mestra, Olinda Guedes.

Mais uma vez, agradeço ao mestre, Bert Hellinger, e à mestra Olinda Guedes, que traduz e nos orienta nesse universo sistêmico.

Devo dizer, então: Aos mestres, com carinho! 

 

 

 

 

Constelações Sistêmicas

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Gisele Reis
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Sou uma pesquisadora da alma desde a infância. Fiz terapias junguiana e transpessoal, Biodança, a escola Iniciática Dinâmica Energética do Psiquismo e uma formação em Psicoterapia Integral pelo Instituto Humanize. Coordeno o Espaço Cultural Diálogo.

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