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AS RELAÇÕES CONJUGAIS NO MEU SISTEMA FAMILIAR

AS RELAÇÕES CONJUGAIS NO MEU SISTEMA FAMILIAR

No meu sistema familiar, começando pelos meus avós, as relações conjugais foram assim: meu avô materno Luiz Monteiro era 25 anos mais velho que a minha avó Maria Madalena. Ele era viúvo e já tinha um casal de filhos.

Maria Madalena havia sido miss na cidade dela e era muito bonita, o que contribuiu para o ciúmes do meu avô. As pessoas achavam que ele era pai dela, aumentando mais a sua insegurança. Ela não podia usar qualquer roupa e nem conversar com homens que não fossem da família.

Havia muitas brigas em que minha avó jogava as panelas no chão e quebrava coisas. 

O medo de ser traído acabou fazendo ele próprio trair: minha avó o viu no seu consultório dentário com uma mulher. Eles tiveram juntos sete filhos. Segundo a minha mãe, meu avô era um bom pai e minha avó era uma mãe mais firme e brava.

Além dos filhos, ela acolhia, na sua casa, seus irmãos, pois era a mais velha de 12 filhos. Minha avó Maria Madalena não casou com seu grande amor, Vitalino, com quem chegou a namorar.

Conta-se que o relacionamento não deu certo por orgulho dela e um desentendimento bobo. Assim, ela fez um pacto com meu avô Luís “cuido dos seus dois filhos que perderam a mãe e você aceita meus irmãos aqui em casa também.” 
Já os meus avós paternos, com os quais tive mais convívio, tinham uma relação de amor.

Minha avó Edmeé se apaixonou pelo meu avô quando ela tinha 10 anos de idade e ele tinha 20 anos, passando na rua de sua casa na cidade mineira de Formiga. Quando ela se tornou adolescente, se conheceram e se casaram. Tinha um carinho, respeito e companheirismo. Não via brigas nem ofensas entre eles.

Os meus pais casaram-se novos e por amor.

No relacionamento de casal, se dão bem, mas a minha mãe sempre lutou para ter sua autonomia e não ser submissa. Estão juntos há 45 anos e considero um casamento que deu certo mesmo tendo as suas diferenças. Meu pai Marcos, que é mais apegado e dependente dela, é amoroso e acolhedor com os filhos.

Já minha mãe é mais ligada à profissão de psicóloga e um pouco desligada dos afetos, mas os dois são presentes na vida dos filhos e netos.

Já as crianças do meu sistema familiar, começando pela infância do meu avô Luís, ele perdeu o pai aos seis anos de idade e, depois, teve um padrasto muito rude e bravo. Conta-se que um dia ele puxou tanto a sua orelha que ela descolou. Ele foi muito humilhado, era obrigado a trabalhar na lavoura.

Com isso, ele acabou fugindo da roça para estudar na cidade, pois era o seu sonho.

Foi faxineiro para ganhar bolsa na escola e estudar. E se tornou um dentista muito conceituado em Belo Horizonte. Dizem que ele queria mesmo era ter sido médico mas não conseguiu passar e fez odontologia.

Na minha geração, as crianças não foram humilhadas. Meu pai sempre foi firme, mas amoroso. Meus pais são psicólogos e têm a consciência da importância da criança se expressar, brincar, praticar esportes, estudar, etc.

Percebo que se trata de uma geração mais leve e livre do que a dos meus avós.

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