[ editar artigo]

OS PRINCÍPIOS SISTÊMICOS: PERTENCIMENTO, COMPENSAÇÃO E ORDEM

OS PRINCÍPIOS SISTÊMICOS: PERTENCIMENTO, COMPENSAÇÃO E ORDEM

No decorrer do estudo sobre os princípios sistêmicos, senti que a minha vida começou a se transformar; foi como se eu estivesse me vendo por dentro.

Incrível isso, mas foi esta a sensação que tive e mesmo assim continuo impressionada com o poder deste conteúdo e as alterações que estão acontecendo na minha vida.

Acredito que apesar dos meus pais terem nos dado uma boa educação dentro das possibilidades que tinham para nos oferecer na época, como respeito com todas as pessoas e ajudar os outros sempre, foi muito desafiador.

Mas conforme fomos crescendo e saindo para trabalhar nas casas dos vizinhos, limpando casas, cuidando de crianças, fazendo pasto, tirando leite de vacas para poder nos mantermos na escola e também para ter o que comer. Mais tarde os irmãos mais velhos saíram para trabalhar na cidade e até em outros estados, pois éramos em doze filhos.

Eu sou a oitava filha.

 Neste período, meus irmãos foram trabalhar nos restaurantes em São Paulo e também no Rio de Janeiro. Mais tarde o irmão mais velho foi morar no Mato Grosso.

Minha mãe sempre trabalhou muito em tudo o que aparecia na frente desde empregada doméstica até lavrar com os bois em terras arrendadas para ter o sustento. Ela plantava aipim, batata, milho.

Meu pai ajudava, mas sempre era minha mãe que puxava a frente, pois meu pai sempre estava doente. Ela morreu aos 70 anos em 1993 do coração.

Tanto meu pai como minha mãe foram adotados, mas nunca soube a história certa dos pais genitores deles. Somente fotos.

Sei que o meu avô paterno veio da França e se casou com uma brasileira que não podia ter filhos e adotaram meu pai.

Já a minha mãe é filha de escrava (só conheceu a mãe genitora e alguns irmãos por foto). Mais tarde ela conheceu outros dois irmãos de sangue. Cada um viveu com famílias diferentes, pois eram doados. Hoje minha mãe e mais um irmão são falecidos e tem somente um ainda vivo. Minha mãe foi criada pela avó e o avô, mas sempre foi uma vida muito sofrida. Meu avô bebia e minha avó tinha que fugir de casa e dormir embaixo das árvores com a minha mãe e os outros filhos deles. Sofreram muito. Resumindo, todos os meus irmãos tiveram e tem algum problema de saúde como depressão, alcoolismo, diabetes, pressão alta, pedra nos rins, vitiligo e câncer de próstata.

Houve também separações nos relacionamentos, meu e de minhas irmãs. Minha mãe viúva, se casou pela segunda vez...eu fui a única que não aceitei esta união e não participei desta união. Anos depois ela se separou e no mesmo ano eu também.

Hoje tenho consciência de que todos estes sintomas são as heranças genéticas desta dor e sofrimento dos ancestrais que precisam ser curadas. Sei que minha mãe sempre teve problemas de rejeição, tanto na escola pela professora como na família pelo irmão.

Já percebi o porquê sou professora de educação infantil, e era a última coisa que eu queria fazer na vida e veio justamente esta atividade para mim, pois aos 50 anos estava formada e desempregada; passei em um concurso público como professora de educação infantil.

Com o passar do tempo meus irmãos foram se casando, tendo filhos e se ausentando cada vez mais do convívio, cada um com seus compromissos, com seus distanciamentos e neste sentido sinto que há um vazio muito grande por falta deste contato. Somente com algumas irmãs que mantenho contato com mais frequência, e os demais já não tanto. Por isso me sinto muito agoniada ao escrever estas linhas, pois é algo tão próximo e tão distante ao mesmo tempo.

Depois que minha mãe partiu (Alzheimer +2019) parece que tudo desabou, que somos insignificantes uns para os outros. Vendo os princípios sistêmicos me tocou profundamente na alma, pois sei que o sistema familiar está em desacordo com o que deveria ser.

Sobre a questão de dinheiro na família sempre foi apertado, sempre um emprestando dinheiro para o outro e ainda hoje tem um irmão que tem mais carência financeira e afetiva com falta de progresso e continuidade no trabalho e na vida. Por isso estou muito disponível para avançar neste estudo para me curar e poder compartilhar este conhecimento para outras pessoas que aceitarem a ajuda.

Sobre liderança servidora, houve períodos na minha vida em que sentia uma necessidade muito grande de me sentir valorizada, de ser vista, mas com o tempo, percebi que era externo. Mas com muito exercício percebi que é possível mudar o rumo da vida e dos acontecimentos com o autoconhecimento, valorizando, sabendo potencializar quem está ao seu lado.

Esta é uma reflexão muito intensa, com tantas informações de uma vida que precisa sim ser vista, pois estou muito segura de que tudo é possível e estou muito aberta para o universo para acessar estes sentimentos que Deus nos oferece para poder organizar a vida e viver melhor.

Muita gratidão!

 

#AULA 05

Constelações Sistêmicas

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
ELIETE MARIA BOUVIÉ
ELIETE MARIA BOUVIÉ Seguir

Olá! Sou Eliete Maria Bouvié, 56 anos, moro na cidade de Encantado/RS com o meu marido Luiz. Não temos filhos. Sou Professora de Educação Infantil na cidade de Nova Bréscia e terapeuta holística. Muito bom estar aqui, gratidão!

Ler conteúdo completo
Indicados para você