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CARTA AOS ANTEPASSADOS

CARTA AOS ANTEPASSADOS

 

Aos meus antepassados, agradeço por estar aqui.

Agradeço aos meus meus bisavós maternos italianos, Maria Rosaria e Felice Antonio, e sua trajetória de muita luta e superação. Chegando ao Brasil por volta de 1925 iniciando um novo ciclo com esperanças renovadas, que apesar de não me lembrar deles por terem partido quando eu era muito pequena, todas as histórias que escuto deles me transmite muito amor e esperança.

Ao meu avô Victor, filho desses meus bisavós, por toda sua alegria e carinho, e pelas lembranças na época da pré-escola, onde ele me levava a pé e me nutria com uma caminhada cheia de conversa boa e muitas risadas.

À minha avó Ruth, casada com meu avô, pelo seu cuidado, preocupação e apoio em meu despertar espiritual, que me acolheu e orientou em minhas primeiras manifestações e contato com minha mediunidade.

Ao meu tio Victor, irmão da minha mãe, que me incentivou e ensinou a dirigir, doando seu tempo e paciência toda semana me levando a vários lugares, me desafiando e acreditando em mim entre todas as balizas, manobras, viadutos e rampas.

Agradeço à minha bisavó paterna Manuela, que através das histórias que ouvi, pude sentir em minha alma o coração enorme que tinha e o quanto se dedicou tanto à criação dos filhos quanto a ajudar outras pessoas, mesmo tendo tão pouco materialmente, compartilhava com quen precisasse pois em seu coração tinha muito amor, e isso era abundante e transbordava.

Ao meu tio-bisavô João, irmão de Manuela, que também tinha um coração enorme e ajudava minha bisavó sempre com comida para passar o mês e distribuía todo o alimento que conseguia em sua chácara também aos vizinhos mais pobres.

À minha avó Leonor, pela força e dedicação em cuidar dos filhos, pois por mais pobres que fossem, costurava suas roupas e sapatos e sempre os mantinham bem vestidos e limpos, envoltos de cuidado e carinho.

Agradeço a minha mãe Salete, por ter desejado tanto a minha chegada e por ter me dado tudo o que precisei, inclusive o que ela mesmo nunca teve, superando traumas e perdas extremamente doloridas durante a vida e mesmo assim não perdendo o calor que há em seu coração.

Coração esse que mudou a vida de tantas pessoas sendo professora, ensinando além do que a escola pede e eu tive o privilégio de acompanhar tudo isso. Me ensinou sobre generosidade, honestidade e justiça, e a apreciar o simples da vida. Sempre a ouço dentro de mim dizendo a cada árvore florida que vejo em meu caminho:

"Olha que beleza, filha! Como a natureza é linda!"

Agradeço ao meu pai Humberto, por toda a dedicação com a estrutura de nossa casa, nunca deixando faltar nada. Por toda a superação de uma vida com tantos desafios, onde teve que partir de sua terra natal, morou na rua, passou fome, e diante de todas essas experiências se tornou um pai que me mostrou o quanto experienciar a vida nos traz sabedoria e a capacidade de ter a empatia necessária pra entender a alma humana.

Ele trouxe isso através da arte e da escrita, me ensinando a transformar a dor em poesia e demonstrar sensibilidade através de formas e tinta.

E agradeço também aos meus antepassados que não conheci, que não tive contato, nem através de histórias. Sou grata por cada parte de vocês que há em mim. Acolho cada uma com amor e que a vida flua e evolua através de cada informação que elas trazem, e eu caminhe nutrida e ancorada por essas raízes.

Com amor, carinho e gratidão,
Amanda.


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Amanda Russo
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Psicanalista Espiritualista e Terapeuta Energética-Espiritual

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