[ editar artigo]

COMO VENCER OS ENTRAVES PARA PRÁTICA, DIVULGAÇÃO E FOMENTAÇÃO DAS PRÁTICAS TERAPÊUTICAS NOS DIAS ATUAIS

COMO VENCER OS ENTRAVES PARA PRÁTICA, DIVULGAÇÃO E FOMENTAÇÃO DAS PRÁTICAS TERAPÊUTICAS NOS DIAS ATUAIS

Texto produzido para relato de conclusão do curso: "Escola Real de Terapeutas Sistêmicos"

Desde os adventos da internet em 1990 e mais aflorado nos dias de hoje, vivemos em um mundo líquido, sem concretude e sem segurança, tudo que até pouco tempo era tido como certo e firmado nas metodologias mecanicistas caiu por terra, trazendo nos ambientes sociais e profissionais muita insegurança.

Não se pode dizer que a globalização e a difusão das mídias sociais são mecanismos ruins, pelo contrário, eles criaram uma “globolocalização” para a sociedade, podemos tudo, estamos conectados full time, todavia para uma grande maioria, essa situação ainda é incipiente ou sem noção, afinal, nem todos os cidadãos brasileiros tem condições de serem tecnologicamente educados e orientados, muitos ficam a parcos passos da realidade tecnológica.

Isso é muito comum em países em desenvolvimento, os chamados blocos do terceiro mundo, tal como no Brasil e outros países da América do Sul, assim, essa oportunidade de difusão de metodologias de trabalhos não convencionais e não mecanicistas, influencia potencialmente os profissionais.

Acredito que esse curso não seja apenas para terapeutas, apesar de seu direcionamento, mas atende as expectativas de uma grande parcela da população profissional, que precisa conhecer um pouco mais dos ambientes tecnológicos, afinal nos bancos da faculdade não se ensina como se posicionar no mundo digital ou atrair mais e mais clientes de forma coerente e eficaz. 

Acredito que a geração Alpha seja a geração de maior proposição de valores e difusões tecnológicas, portanto, esse curso nos serve como NORTEADOR para fomentarmos não apenas os nossos aprendizados mas também os nossos métodos de adequação real para atendimento satisfatório ao cliente e a sociedade, valorizando assim o status quo do profissional dessa área.

Muitos são os entraves que os profissionais enfrentam quando se trata de difusão e publicidade de seus atendimentos, primeiramente por julgamentos e por difusão de cobranças e julgamentos inadequados que tendem a serem transmitidos por não haver necessidade de uma publicidade mais contumaz e isso deixa o terapeuta engessado, ficando apenas com uma difusão do famoso boca a boca, dificultando assim que o profissional faça mudanças significativas nas suas técnicas de marketing, apenas por medo de ferir a ética profissional.

Além desse, também são muitos os medos de criticas, julgamentos, bloqueios digitais ou mesmo de cancelamento nas redes sociais por questões idiossincrasias da prática profissional, tendo em vista que cada terapeuta tem um modo único e diferente de atender.

As vezes a gente se esquece que a validação dos eventos importantes da vida do cliente nada mais é do que uma forma de o empoderarmos, estreitando os vínculos, muitas vezes os julgamentos da prática terapêutica estão diretamente ligados ao não conhecimento que o cliente tem em relação ao praticado nos consultórios.

Algumas pessoas ainda nos dias atuais, com tantos avanços científicos, mesmo assim coadunam ideias errôneas de que tratamentos psicológicos e terapêuticos estão diretamente ligados a transtornos mentais em níveis doentios e com isso a divulgação das praticas terapêuticas tem o mote de orientar, informar e conduzir o individuo a um conhecimento adequado e eficaz de como é importante ter um terapeuta para chamar de seu, fazer terapias regulares com o fim de resolver os emaranhados de sua vida e da vida daquelas pessoas que o cercam.

Além disso, nesse curso também pude aprender agregar não apenas a prática que o cliente vem buscar no consultório, contudo, também explicar-lhe que existem outras tantas técnicas que podem tratar, melhorar ou mesmo curar o seu problema, não sendo aquele protocolo inicial que ele veio buscar como única saída para resolver os seus conflitos.

A implementação de técnicas coassociadas norteiam a melhoria do cliente e a eficiência do tratamento, reduzindo muitas vezes, não apenas os atendimentos clínicos, mas, também o custo final do tratamento desse cliente.

Outro paradigma que aprendi no curso é que no atendimento ao meu cliente eu não preciso ser robótica, mecanicista ou um iceberg de emoções, eu posso e devo ser eu mesma, fomentar no cliente técnicas de feedback e rapport, coadunar com ele as mesmas ou possíveis emoções, gestos, sentimentos, atitudes, tudo no intuito de acolher, retomar o diálogo, levando o cliente a ver no terapeuta, não apenas um profissional, mas um amigo bem mais gentil, humanista e com foco no seu tratamento, difundido com ele experiências pessoais que poderão ao longo do tratamento ajudar, auxiliar, ser um referencial de modelagem para ele.

Muitas vezes o terapeuta tem corpos de dores iguais ou parecidos com aqueles do cliente e que, em conjunto, são elucubrados nas terapias, fazendo com que aconteça uma cura mútua e integral, adequada a realidade de ambos e que trará resultados proficiente para o todos socialmente e não apenas para aquele tratamento.

E isso por si só pode levar o cliente a cura ou mesmo a descobrir a sua realidade pelo autoconhecimento e pelo conhecimento da realidade do outro a sua volta, entendendo que somos humanos e passiveis de termos problemas e quando há uma integração e um reconhecimento de uma realidade plausível, fica mais fácil que haja confiabilidade entre o cliente e o terapeuta o que faz com que haja o flow, gerando assim um fluxo vital de cura saudável.

Constelações Sistêmicas

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Esther F. F. D.
Esther F. F. D. Seguir

Ler conteúdo completo
Indicados para você