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CONTOS DE FADAS E HISTÓRIAS INFANTIS.

CONTOS DE FADAS E HISTÓRIAS INFANTIS.

Aprendemos nesse módulo que os contos de fadas e as histórias infantis que mais apreciamos, que mais nos identificamos, dizem respeito ao sofrimento e as memórias sistêmicas limitantes e traumáticas dentro do nosso sistema.

Não me lembro de um conto de fadas especifico que tenha me marcado, na minha infância.

Lembro-me, das revistas em quadrinho, com as quais era apaixonada.

Amava as revistinhas do tio patinhas e do pato Donald, por um período, até colecionei algumas, que sempre relia.

Tio patinhas era um velhinho rico, sovina, que vivia só, não tinha mulher ou filhos, apenas um sobrinho, o pato Donald.

Ele sempre estava em enrascada, todas associadas ao fato dele ser muito pão duro e apegado ao dinheiro.

Não gostava de ajudar financeiramente os sobrinhos ou qualquer outra pessoa, sua maior diversão era apreciar sua montanha de moedas no seu enorme cofre. Vivia sozinho e não existia na historia a figura feminina.

O pato Donald, era solteiro, trapalhão, amoroso e engraçado, morava  com os três sobrinhos e tinha uma namorada a Margarida. A  historia não mencionava os pais dos três patinhos, sobrinhos do Donald.  Reconheço no meu sistema, algumas similaridades com essa história do tio Patinhas.

Alguns dos meus ancestrais, buscaram com  determinação  a meta de se tornarem pessoas de posses, de terem  uma  independência financeira.

Meu bisavô e meu avó paterno, trabalharam duro nesse sentido. Lutaram muito em busca de alcançarem seu objetivo.

Reconheço também que era um sistema machista, onde o homem era a figura forte, tinha muito poder e reconhecimento, enquanto a mulher desempenhava as atividades do lar e da criação dos filhos e pouco ou quase nada opinavam nos assuntos econômicos ou nas decisões familiares.

Hoje  as mulheres mais jovens do meu sistema tem um perfil diferente.

São mulheres dinâmicas, trabalhadoras, de personalidade forte, que se impõem dentro do sistema familiar.

A avareza , não era uma característica dos meus ancestrais mais próximos, ao contrário, todos eram reconhecidos pela sua generosidade com o próximo. Entretanto, um dos meus tios, era muito pão duro, deixava por vezes de usufruir de algo por economia, para não gastar dinheiro.

Revendo e buscando em mim alguma similaridade com as características do tio patinhas percebo a necessidade que sempre tive, de ter uma reserva financeira. Por toda minha vida adotei como meta guardar parte do meu salário.

Imaginava juntar esse dinheiro para investir num sonho futuro.

Hoje, planejo estar concretizando esse sonho, com as economias feitas durante esse período. Percebo também, a questão de orfandade em relação aos  sobrinhos do pato Donald.

Traçando um paralelo percebo que no meu sistema, tanto nos meus ancestrais paternos, quanto nos maternos, ocorreram casos de orfandade. Minha avó paterna  morreu  no parto do seu quarto filho, assim ficaram órfãos três crianças, duas tias e meu pai, que foram criadas com muito carinho pela cunhada de meu avô, chamada por todos de vó Inhá.

Depois de alguns anos meu avô se casou novamente mas, a relação de carinho e amor entre  meus tios e meu pai com vó Inhá,  já estava fortalecida.

Minha mãe também perdeu seu pai, David, vítima de  assassinato na época da ditadura.

Minha mãe era ainda muito criança, tinha dois anos. Minha avó se casou anos depois, não teve  desse relacionamento outros filhos. Minha mãe foi criada por meu avô Silas, de quem ela recebeu muito carinho.

Perceber que podemos identificar e correlacionar, as historias infantis  e contos de fadas, que apreciávamos quando crianças, com memórias traumáticas do meu sistema ainda não resolvidos, nos possibilita buscar soluções terapêuticas para solucionar esse corpo de dor minimizando a continuidade desses no meu sistema.

Quantas possibilidades de cura a constelação nos propicia.

 

Constelações Sistêmicas

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Ieda Maria Athayde Peixoto Sol
Ieda Maria Athayde Peixoto Sol Seguir

Tenho 62 anos, sou casada, tenho 3 filhos e 6 netos. Moro em Eunápolis, Bahia. Sou enfermeira mas atualmente em licença, o que tem me permitido viajar para a fazenda ou para visitar minha Mãe Tenho buscado e investido no meu crescimento espiritual

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