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CONCLUSÃO DE MÓDULO

CONCLUSÃO DE MÓDULO

Não tenho muita informação da infância dos meus pais,  sei que meu pai teve uma infância  difícil na roça , teve que trabalhar desde cedo, família grande , ele era o décimo primeiro filho de 11, gêmeo com outro menino, muitas bocas para alimentar. Meu avô plantava e os filhos mais velhos tinham que ajudar, uns na roça , outros cuidando dos filhos menores. Família muito unida, foram criados com muito amor e carinho.

Na época em que eram mais jovens. os dois gêmeos, iam nos bailes e trocavam de namoradas sem elas saberem, de tão parecidos que eram.

Quando meu pai conheceu a minha mãe, o meu tio já era casado, então minha mãe fez um acordo com ele, quando eles se encontrassem na rua ela só daria bom dia ou boa tarde, porque não conseguia distinguir se era o meu pai ou o  irmão gêmeo dele, se fosse ele então viria ao encontro dela. E muitas e muitas vezes os dois foram confundidos por amigos e parentes.

Meus pais se casaram e acredito que foram felizes por algum tempo, pois meu pai começou a beber cada dia mais e isso deixava minha mãe nervosa e envergonhada. Me pergunto porque ele começo a beber? Parece que existe um segredo ai guardado.

Minha mãe me parece que teve uma infância um pouco mais tranquila; segunda filha de 15 ou 16 irmãos não sei ao certo, como ela sempre dizia, fora os ameaços, meu avô tinha uma situação financeira um pouco melhor.

Ela foi para o convento no RS e passou alguns anos lá, pois queria se tornar freira. Um belo dia meu avô apareceu no convento dizendo que recebeu uma carta pedindo para ir buscá-la, ela disse que não tinha escrito; então uma colega de quarto que morava perto disse que foi ela quem escreveu para meu avô, pois ela queria ir embora e o pai dela era muito pobre não tinha condições de ir buscá-la pois era muito longe.

Minha mãe foi com muita tristeza e chorou  muito, continuou estudando e se tornou professora, conheceu  meu pai e começaram a namorar. Meu avô vendeu a casa e o bar que ele tinha e comprou umas terras no Oeste de SC, levou  toda a família embora. Para minha mãe não ir, eles noivaram e em 3 meses estavam casados.

Sou a terceira filha de 3 e cresci vendo minha mãe nervosa, brava, insatisfeita, mas sempre tomando a frente de tudo em casa e meu pai bebendo, porém nunca nos deixou faltar nada em casa; um homem com um coração de ouro.

Então, hoje eu me vejo seguindo os passos da minha mãe, sempre nervosa, preocupada e resolvendo problemas de todos, cuidando de todos, até da minha irmã mais velha que sofreu um acidente de carro a 16 anos, cuidando dos meus filhos sozinha, sem a participação do pai deles, e me deixando para depois.

Fazendo esse módulo  compreendo porque meus relacionamentos não deram certo: é que eu  estava muito carente e apesar disso não me deixei cativar, atraí pessoas com as minhas dores, não houve reciprocidade, era cada um por si, as compensações negativas foram crescendo a cada dia até tudo acabar, amor, carinho, tolerância e respeito. Não havia o  amor do coração.

Quanto conhecimento e aprendizado estou  tendo aqui!  Deveríamos ter esse estudo na adolescência e juventude e muito sofrimento seria evitado, decisões precipitadas não seriam tomadas.

Mas, sempre é tempo de ser feliz.

Eu  me prometo fazer diferente daqui para a frente.

Quanta coisa veio antes de mim e quantas ainda estão por vir.

 

Segura teu filho no colo
Sorria e abrace seus pais enquanto estão aqui.

Que a vida é trem-bala, parceiro,
e a gente é só passageiro prestes a partir. (Trem Bala - Costa Ana Carolina Vilela Da / Vilela Ana)

#mod03#conclusão

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Rosicleria Jorge
Rosicleria Jorge Seguir

Sou a Rosi, mãe do Maicon, da Maria Laura que está no céu e do Matheus, sou avó do Marco Antonio. Moro em Criciúma, SC e trabalho a quase trinta anos na area de transportes. Estou em busca do meu propósito, ainda não me encontrei,

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