[ editar artigo]

RELACIONAMENTO DOS MEUS PAIS

RELACIONAMENTO DOS MEUS PAIS

Meus pais se separaram quando eu tinha uns sete anos de idade. Tenho poucas lembranças do relacionamento deles enquanto conviviam maritalmente. 

Não me recordo de momentos felizes entre eles enquanto casal, tampouco se houveram dissabores. 

Contudo, tenho nítidas as memórias do pós separação. Minha mãe era só amargura, tristeza e inconformismo. Muitas vezes boicotou nossa convivência com meu pai e nos manipulou e jogou contra ele. 

Ela era a eterna vítima, ele o algoz.

Penso que ele ainda tentou ficar próximo, mas foi desistindo no decorrer do tempo dado o comportamento destemperado dela. 

Uma das coisas que mais me doem foi ter servido de peão nas mãos dela e brigar incontáveis vezes com meu pai. Meu pai era meu fã e fazia questão de dizer para todos o quanto se orgulhava de mim, e isso a deixava ainda mais irritada, principalmente porque meu irmão caçula, xodó dela, não tinha o mesmo tratamento.

Aos meus olhos, eu servi de saco de pancadas de minha mãe, que atacava toda e qualquer semelhança que eu tivesse com meu pai. 

Até meus 20 anos eu tinha vergonha das minhas mãos e pés, porque eram idênticas aos do meu pai, detalhe que minha mãe fazia questão de apontar e depreciar.

Há alguns anos separei do pai dos meus filhos e um tempo depois enveredei por esse caminho de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Desde então, venho percebendo as dinâmicas do meu casamento e todas as suas disfuncionalidades. Mas só recentemente aceitei sair do papel de vítima e encarar a responsabilidade, ainda que inconsciente, de tudo que vivenciei nessa relação. 

No início foi desesperador essas constatações, mas agora essa consciência começa a me trazer confiança e paz. 

Agora muitas coisas tem feito sentido e eu enxergo saídas para essas dores do meu sistema.

Constelações Sistêmicas

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Ler conteúdo completo
Indicados para você