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SOBRE A ALMA, NO LIVRO "A FONTE NÃO PRECISA PERGUNTAR PELO CAMINHO"

SOBRE A ALMA, NO LIVRO

Quando aborda acerca da alma, no tópico sobre as dimensões da alma, no livro "A fonte não precisa perguntar pelo caminho", Bert Hellinger fala que, segundo o pensamento ocidental, influenciado por Platão, a alma seria uma só e estaria ligada ao corpo; dentro do corpo.

Mas segundo o autor, a alma ultrapassa o nosso corpo e nós, seres humanos, é que pertencemos a ela e não o contrário. A alma existe além de nós. Ele a chama de “grande alma”.

E esta alma teria duas funções: a primeira, unificar partes que formam uma unidade. No nosso caso, essas partes formam o nosso ser. A segunda, a função de conduzir a nossa vida. E como isso acontece, não se sabe.

Sabe-se somente que todos nós somos conduzidos e estamos à serviço da “grande alma”. Alguns estão a serviço de algo construtivo, e outros, de algo destrutivo, mas todos, sem exceção, seguem o destino controlado pela “grande alma”.

Nós conseguimos nos conectar às pessoas por conta da "grande alma" e, por isso, sentimos compaixão pelos outros. Sentimos compaixão, mas não temos o poder de destruir ou de salvar o mundo e de mudar o destino das pessoas, da maneira que entendemos seja a melhor.

Essa é uma postura arrogante.

A família também é guiada por uma alma e esta não permite que ninguém seja excluído ou esquecido. O movimento fundamental dessa alma é manter todos unidos, em nome da sobrevivência.

Portanto, quando ocorre algo que gera exclusão ou esquecimento, na família, alguém de uma geração posterior pode representar o excluído ou esquecido, trazendo ao sistema a oportunidade de completar e curar o que ocorreu lá atrás.

Mas existem questões, segundo o capítulo nos traz, que estão além da alma da família. Existem campos morfogenéticos nos quais nos movimentamos. Esses campos possuem memórias do que foi aprendido e que será reproduzido em outro lugar. Então, muitas vezes, se repete um determinado padrão de comportamento, porque ele foi aprendido e armazenado na memória do campo, não porque se trata de um emaranhamento.

Mas esse campo também é cego e ele vai repetir a mesma coisa, até que isso seja trazido à luz e completado com algo que nos faça sair do mesmo caminho. Portanto, só conseguimos mudar um padrão quando o compreendemos e fazemos um outro movimento, que nos leve a outro caminho.

E acredito que o primeiro passo seja concordar e submeter-se ao que foi trazido à luz e também a tudo o que foi feito até então, quando ainda não se tinha conhecimento e consciência.

Não querer mudar e não lamentar o que passou é importante.

No mais, tomar uma postura ativa perante a vida e, no seu tempo, aos poucos, (porque a alma não tem pressa, como bem observa o autor) ir completando, constelando, até sentirmos que nos libertamos das amarras.

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