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VER COM BONS OLHOS

VER COM BONS OLHOS

 

A miopia que estava estabilizada há alguns anos, nessas duas últimas consultas anuais, apresentou diminuição no grau e houve melhora da acuidade visual no geral. O médico me olha abismado com o resultado. Disse a ele que eu estava vendo a vida de uma maneira diferente, de uma forma mais leve, mais alegre e acreditava que coisas boas acontecem quando nossa alma esta leve.

A partir do momento que procurei ser mais alegre, deixando a tristeza de lado, procurando ver o lado bom dos fatos, olhando para a Natureza com maior atenção: o amanhecer, o pôr do sol, as árvores que mudam de cor conforme a estação do ano, as plantas, as flores, os animais, prestando mais atenção a minha volta, nos entes queridos, nas pessoas que convivem comigo, a saúde ocular melhorou.

Como nos diz nossa querida mestra Olinda Guedes, no livro de sua autoria intitulado A Verdade Sobre o Sofrimento Humano, no capítulo O Corpo Fala, em Olhos, Ouvidos, Nariz e Boca: “A medida que os olhos acumulam imagens de sofrimento, imagens esteticamente desarmoniosas, eles naturalmente diminuem a acuidade, como uma resposta natural de saúde.".

Relendo o livro, me chamou atenção esse aspecto totalmente coerente com o início do uso dos óculos, momento em que eu era jovem, estudava e trabalhava para ajudar meu pai a cuidar dos meus irmãos. Na adolescência depara-se com essa crise: afinal, o mundo é bom ou não é? Posso fazer algo incrível? É possível ter alegrias e viver uma vida bem legal?

Para muitos a resposta é “Não! Não é possível! Então, muitos jovens passam a usar óculos.” Lembrei de que a minha mãe me contava, que meus olhos lacrimejavam persistentemente, mesmo sem chorar, quando eu era criança. O problema se resolveu espontaneamente, sem a necessidade de tratamento clínico.

Dos olhos que vertiam lágrimas em criança, que necessitaram de óculos durante o início da vida adulta (lentes que rapidamente aumentaram de grau), da melhora da visão, posso afirmar que a incerteza deu lugar a certeza de que o mundo é bom, depende muito de como escolhemos enxergar a vida.

“Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria." Khalil Gibran

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