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Ansiedade e a busca pelo pai. Quem rejeita o pai rejeita a si mesmo

Ansiedade e a busca pelo pai. Quem rejeita o pai rejeita a si mesmo

Para as pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade, procurem perceber se vocês estão em sintonia com a energia do pai e com o propósito de vida de vocês. O que vocês nasceram para fazer? Quando estamos fazendo o que não gostamos, vamos sentir ansiedade. 

Vou passar uma visão mais profunda sobre esse tema. 

Ansiedade

A ansiedade é um sentimento característico do ser humano que se manifesta quando o sistema nervoso central recebe excessiva agitação perante situações de perigo, medo, tensão e outras. Do ponto de vista normal, a ansiedade surge de forma espontânea e provoca mal- estar epigástrico, inquietação, palpitações, sudorese, aperto no tórax, fadiga, falta de ar, boca seca, tremores, necessidades em urinar, formigamento nas mãos e pés e outros. Acredita-se que a ansiedade pode ocorrer quando de forma genética uma pessoa herda uma pré- disposição ao problema, quando a infância de uma pessoa é carente e problemática fazendo com que se torne insegura ou ainda quando uma pessoa tem dificuldade em se relacionamento. 

Na visão sistêmica, a dinâmica de ansiedade está ligada com a exclusão do pai, ou do avô ou do bisavô, tem haver com a exclusão da figura parental do pai e também referências de autoridade do gênero masculino.

Quando excluímos alguém de nossa alma e consciência, seja porque o tememos, o condenamos ou o esquecemos, há terríveis consequências.

A consciência coletiva do sistema familiar gera em nós uma pressão por compensação ou expiação, muitas vezes fazendo com que um membro de uma geração seguinte represente o membro excluído, repetindo o seu destino para que os outros, de alguma forma, o olhem. Um neto, por exemplo, pode imitar, por identificação inconsciente, um avô excluído por ter tido um filho extraconjugal. Assim, passa a viver, sentir-se e fracassar como seu avô, sem estar consciente dessa conexão.

Aceitar seu pai é essencial para ter uma vida melhor. 

Neste contexto, apenas a nossa mãe pode nos liberar para nosso pai. Sem o pai não temos potência e força diante da vida e do futuro. O pai simboliza a nossa relação com o mundo material com a visão a longo prazo, com a materialização de nossos projetos. O mundo real nossa atuação no mundo e na esfera masculina.

É muito difícil alguém ter êxito na vida se não tomou plenamente um dos pais, se os rejeita ou despreza. A pessoa pode até ter sucesso por um tempo, porque usa a raiva para agir, mas isso não se sustenta no longo prazo. Na visão sistêmica das Constelações Familiares, tomar pai e mãe, ou seja, honrá-los e aceitá-los como são e como puderam ser, é a condição para se poder tomar a vida que veio deles. Esse ato de tomar é um ato de humildade. Representa um sim à vida e ao destino.

Quem rejeita o pai, por exemplo, rejeita a si mesmo e sente-se vazio, sem realização, sem propósito de vida. Desenvolvendo assim transtornos de ansiedade. 

A maneira como nos relacionamos com ele, hoje e no passado, vai se refletir mais tarde na maneira como nos relacionamos com a nossa profissão, com figuras de autoridade, com os nossos parceiros (no caso das mulheres) e em como nos sentimos inseridos no mundo. A pessoa que não tomou o pai pode, muitas vezes, ter várias profissões e não se fixar em nenhuma, ou mesmo não ter profissão alguma. E quando a mãe não só oculta a identidade do pai, mas também impede o filho de ter acesso a ele por raiva ou mágoa, esse filho pode, mais tarde, como adulto, querer fugir da realidade, seja pelo consumo de drogas ou pela devoção cega a uma seita ou religião, por exemplo. É uma forma desesperada de preencher um vazio interno, uma busca secreta do pai não tomado.


Débora Carvalho

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Débora Carvalho
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Abrace a sua vulnerabilidade e faça dela a sua maior força. É bonito demais sentir.

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