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CONSTELAR COM MÚSICA

CONSTELAR COM MÚSICA

                                                 AULA MASTER DIA 29/04/21 – CONSTELAR COM MÚSICA

Encontrar Deus é encontrar a gente mesmo.

Encontrar Deus é encontrar a gente nos outros.

Encontrar a Deus é encontrar os outros na gente.

Encontrar a Deus é sempre mais do que encontrar consigo mesmo.

Encontrar Deus é ter uma casa fora da gente. Encontrar Deus é ter os outros morando dentro da gente.

Encontrar Deus é um transbordamento de si. É um esvaziar-se de si. É um preencher-se do outro.

As músicas potencialmente nos devolvem a nós mesmos, nos resgatam, nos despertam. Debridam (limpam)feridas, também acalmam, nos trazem de longe. Canções são bálsamos, são pontes. Canções são medicina.

Quando um constelador escolhe a ferramenta da música como recurso constelatório, como um recurso terapêutico, ele deve fazer isso de modo o mais sensorial possível.

Ele deverá ter um repertório pessoal de tudo aquilo que o cura e fazer uma leitura além do aparente do porque essas canções são tão constelatórias para ele. E, então, ele poderá organizar um repertório que seja constelatório para cada um de seus clientes, e poderá sempre atualizá-lo.

A métrica sempre é uma canção precisa dar lugar para a dor, dar lugar para o amor que deveria ter sido vivido. Deve também dar uma permissão subliminar para sair da culpa e experimentar o sofrimento, mesmo que não se saiba a justa razão.

Também precisa estar nesta métrica a permissão para a cura, a permissão para a solução, a permissão para encontrar aquilo que foi perdido, por exemplo a música Pai, de Fábio Junior, onde o autor fala do valor do pai, sobre o vínculo do amor interrompido com ele, vínculo entre pai e filho.

Fala que sempre podemos nos reconciliar com o pai.

Nessa canção, o autor fala ainda que o pai tem também uma história humana, que ele precisa ser ouvido. Que sempre é tempo. Mostra a bem aventurança de termos um filho. Como as crianças trazem milagres, que tem um menino entre o pai e o filho, mostra que podemos curar o nosso passado por meio do resgate da nossa criança interior.

Que precisamos estar humildes.

Mostra que precisamos estar sentados na sala de estar, que é necessário o coração sincero, falar a verdade, que nós só nos curamos tendo empatia com a dor do outro “Fala um pouco, tua voz está tão presa”; pedindo o que precisa “me perdoa essa insegurança”. Ele fala a verdade. Ele era uma criança e o pai fez confidências a ele “porque um dia morrendo de medo nos seus braços você fez segredos”.

Toda jornada de cura, toda terapia constelatória, trabalha basicamente esses três aspectos:

- a criança;

- a mãe e

- o pai.

O tema que a pessoa traz e como ela o traz mostra por onde ela suporta começar. Quando o corpo de dor é demasiadamente grande, não comece pela criança. Comece pelo pai ou pela mãe. Se você tiver dúvida, comece pela mãe. Só a mãe abre o caminho do amor entre a criança e o pai.

Exemplo de canção que leva até a mãe: Lady Laura, com Roberto Carlos.

Na escolha das gravações das canções, preferir sempre as que tem mais informações de cura, a que irá fortalecer o quanto precisa ser despertado no cliente. Isso não é necessário ser dito ao cliente, só se ele perguntar algo a respeito esclarecemos.

Quando percebemos que nosso cliente está relativamente aberto para a cura da sua criança interior, imediatamente propomos canções e exercícios para essa cura que são os acalantos. Contudo, por vezes a cura da criança interior só é possível ser iniciada encontrando o amor de graça, encontrando o amor da espera, encontrando o amor que existiu ou deveria ter existido antes de nascer.

Exemplo de uma canção para esse fim é a música de Alceu Valença, Anunciação, ou a do Toquinho, O Filho que eu quero ter.

Quando percebemos que o vínculo de amor está recuperado com os pais, com a infância, naturalmente os outros relacionamentos se encaminham para a cura.

Se fizermos uma linha do tempo vamos reconciliar com a escola, vamos reconciliar com a adolescência, vamos reconciliar com o amor romântico, com o amor erótico, com a corporalidade e com a transcendência. É o pai quem leva o filho para a escola. Exemplo de canção para o momento da reconciliação com a escola: música do Toquinho, Caderno.

Esse pode ser um caminho para especialização de terapeutas que se interessem em ser também mentores. Eles podem fazer os clientes passarem por todas as etapas do processo de crescimento pessoal, perguntando para o cliente quais músicas ele traria para cada etapa desse seu desenvolvimento.

Canções que tem a ver com adolescência, que tem a ver com o amor adolescente, com relação aos grupos que ele participa. Por exemplo, a canção que a Adriana Calcanhoto canta, Fico assim sem você. Canções que trazem o amor ainda infantil, com exagero, com o querer ficar junto o tempo todo, falar muito. Momento muito lindo da vida. É a primavera da infância. Quer mudar tudo, sabe tudo, tem solução para tudo.

Devemos olhar para a adolescência como uma etapa natural da vida; é mais cultural que biológico.

Nas sociedades contemporâneas as crianças não tem lugar nas famílias e essas pessoas quando crescem vem para o consultório, ou os pais trazem essas crianças sem seu devido lugar em casa para os consultórios. Elas chegam pedindo desculpas e saem pedindo perdão. É muito triste. Não tiveram lugar em casa.

E ai, quando chegam na adolescência, os pais reclamam que eles não param em casa. Claro, não tiveram como pertencer.

Como terapeutas temos que falar duro com os pais, falar a verdade: “Quando ele era criança ele cabia em casa?” Ouviremos algumas respostas evasivas e recomendaremos “deixe um espaço gostoso, um ambiente aconchegante, de boas-vindas, de ‘você é amado, queremos você aqui’, para ver se eles não vão querer voltar para casa.

Quando a gente é amado, cuidado, bem-vindo, protegido, a gente sempre quer voltar.”

Vocês que são meus alunos a muito tempo e já vieram aqui na Escola Real presencialmente não acham aqui aconchegante? Não é gostoso aqui? Vocês não querem voltar? Então. É assim.

A responsabilidade dos adolescentes não pararem em casa é dos pais. Adolescência é uma etapa em que a maioria das pessoas estão feridas e nós terapeutas precisamos cuidar muito e dar muita atenção a essa etapa da pessoa.

Crise de adolescência é a chancela de reprovação dos adultos; significa que os adultos fracassaram. Não mostraram esperança, um mundo bom, bonito, seguro, um mundo bacana.

Como terapeutas devemos organizar outras canções para curar a etapa dos amores românticos, eróticos, das paixões, ai depende da faixa etária do cliente. Exemplos, a música do Pixinguinha, Rosa, ou o Trem Bala, uma canção mais ingênua, amor romântico.

Canções de Transcendência:

A canção que a Susy cantava para a nossa mãe enquanto ela esteve na UTI e todos que podiam ficavam ouvindo e se encantavam, constelavam, era Não Temas, Estou contigo, com Nani Azevedo.

A Irmã Kelly Patricia, uma irmã que vive em clausura e só sai de lá  para cantar, com a canção Não vos preocupeis nos passa uma mensagem que é constelatória; ela diz sobre sermos gratos, não reclamar, não nos preocupar. Preocupação é uma forma de maldição. É uma oração ao contrário. Os anjos sempre dizem amém, eles são inocentes. Aquilo a que nos conectamos nós atraímos.

Essa canção fala do amor de graça. Se Deus cuida dos passarinhos, das flores do campo de tudo, e Ele nos fez sua imagem e semelhança é claro que vai cuidar de nós.

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Márcia Regina Valderamos
Márcia Regina Valderamos Seguir

Sou psicoterapeuta sistêmica, discípula de Olinda Guedes, psicóloga de formação, e, c a Mestra Olinda Guedes, fiz e faço Renascimento, Formação em Constelações Sistêmicas, Master, Florais de Bach, massagem reparentalizadora..

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