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AULA PRESENTE - AMPLA VISÃO - MENTORIA -19/09/2020

AULA PRESENTE - AMPLA VISÃO - MENTORIA -19/09/2020

Querida Mestra, GRATIDÃO por mais esse presente!

Amei assistir essa mentoria!

Devido ao horário não pude assistir ao vivo, mas, Graças a Deus, você lembrou de nós, que queremos e nem sempre podemos estar ali!

GRATIDÃO!

Aprendi nessa aula que atender sistemicamente começa já na forma de divulgação do nosso trabalho como terapeuta, onde devo deixar claro a forma como trabalho para que o cliente saiba o que vai encontrar caminhando comigo; posso ter e saber utilizar várias ferramentas, tudo é importante, mas preciso receber o meu cliente em especial, esquecendo nesse momento todas as ferramentas e teoria, como também nos ensina Jung.

Nesse instante, devo estar presente com ele, entrar em campo naquele dia, ouvi-lo por um tempo adequado para a sua necessidade e, se for o caso, utilizar alguma ferramenta, fazer algo, falar algo (sempre pedindo antes a permissão do cliente e se ele não quiser, não forçar) ou não fazer nada, se é de nada que o cliente precisa. Sempre tendo em vista o bem estar daquele ser no total. Muito respeitoso e faz com que eu sempre me lembre de controlar meu ego. Não preciso “mostrar serviço; provar que sei”! 

Gostei da ênfase que você dá na preocupação que temos que ter em preparar um ambiente terapêutico confortável, acolhedor, que lembre o lar do cliente para ele, bem como os cuidados e atenção para com ele desde o primeiro contato, a hora da sua chegada na recepção, de estarmos à seu serviço e servi-lo. Sempre fui muito criticada por supervisores quando mostrava que essas coisas me parecem fundamentais para  um processo psicoterapêutico bem sedimentado, possibilitando a quem busca meus serviços um sentimento de acolhimento, empatia e muito respeito. 

Como você sempre lembra, a queixa do cliente já traz a solução do seu problema em seu coração, por isso sempre trabalhei a minha escuta como psicóloga junguiana. 

Através de seus ensinamentos nessa aula como em todas, vejo o quanto mais profundo é ser terapeuta sistêmico conforme seus ensinamentos. A métrica das Constelações estão ficando mais claras para mim com suas aulas, como essa mentoria que acabo de assistir.

Agora compreendo porque Hellinger se repete tanto em seus livros! Isso chegava a me irritar, mas ninguém havia explicado assim como você faz. Entendendo essa métrica minha escuta, minha compreensão amplia e aprofunda, tanto para comigo mesma, como para com o próximo.

Já fiz um curso de formação em Constelações em outro lugar e o que entendi me deixava desconfortável enquanto pessoa que precisa de ajuda no meu próprio processo evolutivo e buscava alguém que auxiliasse e que não me dá o que peço, porque a teoria das Constelações não permitem, me fazendo ter o sentimento de rejeição e abandono aumentar sobremaneira, sendo que foi exatamente essa a causa da minha necessidade de pedido de socorro, de ajuda, me enfraquecendo e adoecendo mais ainda, me levando a desacreditar da sua real proposta e, portanto, seria inviável oferecê-la aos meus clientes, pois para mim a experiência não foi boa.

Li e reli o livro de Bert Hellinger para buscar fundamentação para o que ouvi. Por exemplo: a pessoa precisa deixar claro a sua necessidade e pedir ajuda, pois é adulto, nossa relação terapêutica será entre dois adultos que irão caminhar juntos no processo. Ok. Concordo, mas se a pessoa chega no sofrimento, só na queixa e está tentando resolver sozinha suas dores, pois lhe disseram que ela é fraca, tem que ter força de vontade, se faz de vítima, etc... e eu vejo que realmente é muito lamuriosa, não vou abandoná-la, deixá-la “se virar sozinha “porque “Bert Hellinger não atendia quem chegava como vítima, porque está infantilizada e criança não se responsabiliza “!

Aprendi isso no outro curso. Não concordo. Devo, como terapeuta, ajudá-la a encontrar sua força interior, dar-lhe condições de se reerguer e se encontrar! Todos temos essa potencialidade. Se uma pessoa é destratada porque está fragilizada, não consegue fazer o que necessita e ainda é crítica, diminuída e deixada sozinha, pode até se suicidar!

A minha responsabilidade como terapeuta eu tenho que assumir, não é mesmo?

Ela vai sair do papel infantilizado de vítima, afinal está me procurando para ajudá-la! Não devo, não posso me recusar a trabalhar com ela. Em um outro momento já te coloquei essa dúvida e você me esclareceu, concordou comigo, mas, percebo que a confusão continua entre meus colegas e profissionais já bem experientes. Foi nesse sentido que fiz a pergunta para você na live que fez com o Leandro, a pergunta a que você se referiu nessa aula (você disse que foi a única pergunta que você viu porque ficou congelada para você. É o Campo!).

Eu escrevi lá que a pessoa não poderia tentar resolver sozinha, mesmo depois de ter se decepcionado com tantas técnicas e profissionais, que temos que sempre buscar ajuda, como eu tenho feito.

Me decepcionei muito, mas continuo tentando. Por isso estou agora com você que pensa como eu.

Afinal, o arquétipo do herói, da heroína, nos mostra que no final de toda saga heroica solitária há sempre uma tragédia. Não nascemos para fazer nada sozinhos. Somos uma grande manada nesse mundo, como você diz, e estamos sempre interligados e trocando,

Com vocês, aqui na Escola Real, me sinto pertencente, acolhida, segura, fortalecida e, como sempre digo desde que te conheci, não estou mais sozinha e posso passar esse tesouro de aprendizagem, de estilo de vida, para quem dos meus serviços profissionais precisar.

GRATIDÃO AMADA MESTRA!

Viajar é tudo de bom, e poder conhecer outros lugares lindos que tem espalhados pelo nosso mundo é melhor ainda. Por isso eu te convido a viajar sempre que puder , economize o quanto puder para ter essa experiência maravilhosa.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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