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CONSTELAÇÃO EM GRUPO - RETORNO ÀS PÁTRIAS MÃES: SUCESSO, PROSPERIDADE, SAUDE E PAZ

CONSTELAÇÃO EM GRUPO - RETORNO ÀS PÁTRIAS MÃES: SUCESSO, PROSPERIDADE, SAUDE E PAZ
Márcia Regina Valderamos
mai. 17 - 8 min de leitura
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Recebi da nossa amada Mestra Olinda Guedes a honra de conduzir essa sagrada constelação do dia 14/05/2021, constelação essa da cliente que chamarei aqui de Sel para preservar sua identidade, apesar de ter recebido da mesma autorização para fazer esse texto e publicá-lo com o seu nome.

Essa minha primeira experiência como ajudante de Constelação online em grupo foi algo tão grandioso para a minha alma, para a minha vida, que é difícil descrever em palavras. Foi de muito aprendizado tudo, desde o primeiro momento de contato com a Sel.

A história dos antepassados da cliente me emociona e comove até agora.

Vimos no campo o tanto que todos esses valorosos imigrantes sofreram e como os traumas que vivenciaram estavam reverberando, aguardando pela cura, pelo renascer.

A cliente colocou seu tema, falando dos seus estudos e trabalho como fisioterapeuta, de como tem se entregado a ambos de forma intensa, demonstrando as dificuldades em relação a realizar, prosperar, em usufruir do tanto que sempre se empenhou estudando e trabalhando e na sua intenção deixou claro que queria poder atingir esses objetivos: prosperidade, felicidade e saúde.

A representante escolhida pela Sel para ser a sua mãe teve, desde o início até o fim da constelação, problemas com o som e só pôde se comunicar através da escrita, pelo chat, o que foi uma sugestão muito providencial da nossa Mestra Sizumi.

Esse foi um fato marcante que permeou toda constelação.

A representante do eu que de início se mostrava indiferente, sarcástica, foi aos poucos demonstrando que esses comportamentos se tratavam de defesas para poder sobreviver a toda a orfandade, toda a dor de rejeição e abandono que viveu, identificada com a mãe, e com todo o sistema, a quem sempre foi muito leal, o que foi comprovado pela entrada da representante do eu criança.

O campo pareceu paralisado em vários momentos, onde pudemos assistir o quanto a distância das Pátrias mães, Itália e Portugal, tanto do lado paterno quanto do materno, as tragédias vividas por todos esses antepassados durante as travessias oceânicas e também quando dos conflitos a que se submeteram para manter suas terras, propriedades, assegurando a sobrevivência das famílias, causaram traumas em todos, reverberando na família de origem da cliente e nela no aqui e agora.

A perda da honra, da dignidade, o luto, as dores físicas e emocionais desses povos sofridos e tão trabalhadores, incansáveis, criativos, resilientes,  foram visíveis no campo.

Vimos também quantos não puderam sobreviver e como suas mortes fora horrendas.

A cliente estava tão vinculada à mãe e a todo o sofrimento de todos os seus ancestrais que mal conseguia vê-la e desafiava essa mãe, minimizando e ridicularizando seu sofrimento e a mãe, por sua vez, negava o seu amor pela filha.

O pai parecia distante, sobrecarregado, com dificuldade de ver, de enxergar claramente o que se passava. O feminino se destacava no campo e o pai me parecia obscurecido por essa força, até mesmo intimidado, enfraquecido, ocupado demais, assoberbado.

Os movimentos de entrada das representantes das matriarcas, as avós italianas e portuguesas e o diálogo amoroso do eu com sua criança interior, acolhendo-a e dando-lhe proteção, iniciaram o processo de retorno ao amor, de fortalecimento, de união do sistema e a profissão se transformou em sucesso quando o eu conseguiu ver e falar de seu amor pela mãe e de sua compaixão para com a sua dor.

O pai acolheu com amor a filha e a incentivou a prosseguir, passando a enxergar melhor todo o campo e a se comunicar com maior fluidez. Parecia menos sobrecarregado e empático.

O feminino no campo o recebeu e permitiu sua proximidade.

Então, a prosperidade, que tinha sentido como que uma pancada na cabeça, disse que já não doía tanto e que estava caminhando por um jardim florido, meio zonza ainda, mas muito melhor. A cliente se emocionou muito. Isso a tocou profundamente.

E a profissão/sucesso sorriu satisfeita, assim como o eu criança e o eu adulto.

A Itália declarou como ficou honrada e agradecida por ser reconhecida e a avó portuguesa, que também era Portugal, uma das Pátrias mães do sistema, passou a não mais se sentir tão ferida. Foi reconhecida e acolhida. Ficou plena, satisfeita.

A cliente aceitou, recebeu o pai a lhe dar a permissão para usufruir do resultado do seu trabalho e seguir sua missão com sucesso, prosperidade, reconhecendo seu valor e o valor de sua profissão, de seu empenho em tudo o que faz.

Com as bênçãos da Mestra Susy que falou do amor de Cristo, de dois de seus milagres, um no início e outro no fim dessa linda constelação e também com a ajuda da Mestra Sizumi, pudemos ver que a cliente serve ao seu sistema também com sua profissão de fisioterapeuta, cuidando dos feridos, dos que ficam limitados nos movimentos, dando-lhes a oportunidade de serem reabilitados e utilizarem suas capacidades, mostrando que a ação é importante para o restabelecimento.

Susy ressaltou o fato de que, para haver cura é preciso que quem dela precise venha e se mostre em público e disse que a cliente fez isso, que ela teve a coragem suficiente para trazer tudo ao centro do campo para que todos no sistema pudessem receber os milagres, como se fazia nos tempos de Jesus, possibilitando a nós, que participávamos de alguma maneira, também pudéssemos ser beneficiados ao que sou muito grata.

Susy recomendou também que a cliente valorize e saboreei cada momento da vida, cada uma das suas conquistas, fazendo assim bom uso para si e para o seu sistema do que de melhor ela consegue fazer em tudo.

Como ajudante, percebi que a França precisava ser incluída. Senti que poderia ser a prosperidade ou os não sobreviventes a mudar para ser essa Pátria mãe. Respirei e solicitei a orientação, pois muito já se havia completado no campo e me veio que não era o momento e que estava bem o que foi revelado.

Essa Terra/Origem foi muito ferida e talvez precise de constelar um tema a parte. 

Penso que pode acontecer de que mais segredos e situações venham a ser conhecidas pela cliente a seu devido tempo. Ou não. Só temos autorização para conhecer algumas coisas, outras tantas ficarão sempre encobertas, porque assim tem que ser. Digo sim e agradeço.

Um dia depois da constelação senti de falar isso para a Sel e fez sentido para ela que disse que também sentiu falta da França no campo, país pelo qual sempre teve muita admiração.

Por isso sugeri que fizesse uma tarefa de reconhecimento e reverência à essa Pátria de origem de seus antepassados, que sinto que pode não ser só do lado paterno; talvez, em um exame de DNA e uma investigação aprofundada quem sabe, a cliente venha a ter informações que o lado materno também possa ter essa ascendência Francesa.

O estudo desse caso e a constelação em si me lembrou muito o que já estudei sobre o que Bert Hellinger chama de “Comunidades de destino”, onde um casal se une através do casamento e dos filhos, em prol de resolverem o que seus sistemas mutuamente necessitam.

Por enquanto, pedi que Sel inclua nos seus planos de viagem física, nas suas viagens virtuais, nas investigações sobre o cultivo e a sobrevivência dos seus amados em suas terras natais, também a França e ela prontamente aceitou e já começou a ter ideias de como fazer isso.

Me sinto plena e feliz, percebo que esse sagrado trabalho trouxe luz para a cliente e seu sistema, por quem tenho muito respeito, e isso faz eu me sentir realizada, como não me sentia há muito tempo.

Gratidão Sel e sistema. Gratidão a todos da Escola Real!

 

 


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