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O TEMPO DA FELICIDADE

O TEMPO DA FELICIDADE

DADOS DO EXEMPLAR LIDO

Título: O TEMPO DA FELICIDADE

Autor (es): Flora Victoria

Edição: 1.a Local de Publicação: Rio de Janeiro-RJ

Editora: Harper Collins Brasil. Ano: 2020


QUESTÕES ORIENTADORAS PARA FICHAMENTO:

1) Qual a mensagem global que o autor deixou para você? Resuma em, no máximo, 4 linhas.

Disseminar mais conhecimentos por meio de novos treinamentos, dar palestras para compartilhar informações e escrever este livro para que mais pessoas possam se beneficiar do sabático são alguns dos objetivos que me fazem viver o meu propósito.

O futuro está sempre prenhe de possibilidades, porque ele é, afinal, o território do propósito.

O propósito se alimenta de forças, qualidades, talentos, habilidades, interesses e valores de cada pessoa.

2) A partir do que você leu, enumere 10 dicas para você criar excelência para sua vida.

1- A palavra vem do hebraico shabbat – ou sabá, na grafia aportuguesada –, que pode ser traduzido como “descanso” ou “cessação”. Refere-se ao sábado, o sétimo dia, aquele no qual, segundo a tradição religiosa, Deus descansou após criar o mundo. Daí adveio o preceito da antiga Lei Mosaica segundo o qual, a cada sétimo ano, cessava o trabalho no campo, o pagamento de tributos e a cobrança de dívidas, para que a terra e os homens pudessem descansar e se regenerar.

2- A felicidade pode ser vista como uma – entre várias – emoção positiva. E as emoções positivas, por sua vez, são uma parte – entre várias – daquilo que passou a ser chamado de florescimento humano, que se entende por um estado no qual as pessoas são capazes de funcionar de modo otimizado, se relacionar com autonomia, competência e harmonia com o meio e os outros à sua volta, encontrar propósito e significado na vida e envolver-se ativamente em um contínuo processo de desenvolvimento e de auto realização.

3- A oportunidade de criar condições para florescer é, pois, a grande meta e, ao mesmo tempo, o grande desafio do sabático da felicidade.

Cada prática tem três etapas. Primeiro, você se conecta com o tema do capítulo. Depois, experimenta o efeito regenerador. E, por fim, você planeja uma ação concreta por meio da qual esse conhecimento possa ser aplicado no seu dia a dia.

4- O sabático começa com uma desintoxicação. Limpar as toxinas, o desânimo, o desespero e toda a negatividade acumulada para esvaziar-se daquele mal-estar um tanto indefinido, mas persistente, que insiste em se acumular no dia a dia, até o ponto em que o próprio ato de sentir é contaminado.

5- Um interesse profundo faz os pensamentos e as ideias fluírem e, no processo, nos expandimos. Quando estamos envolvidos em alguma coisa, praticamos com maior intensidade aquilo que aprendemos, e é assim que o conhecimento se torna para nós um recurso durável. Por isso, o interesse também tem o poder de nos transformar.

6- Uma boa pedida é a inspiração – uma emoção das mais importantes. Ela nos compele a colocar ideias em ação, acionando um processo que ocorre em três fases. A primeira é a evocação, ou seja, aquilo que estimula a inspiração. É como uma fagulha que, de repente, traz algo diferente e relevante para sua vida. A segunda fase é a transcendência. A partir daquela fagulha inicial, novas possibilidades assomam à consciência. O seu horizonte se expande para acomodar o novo, e você é estimulado a ir além dos seus limites habituais – isto é, é estimulado a transcender. Esse é um momento muito especial. A nova consciência é tão vívida, real e carregada de emoção que você vai direto para a terceira fase do processo, que é a motivação para agir. Uma vez inspirado, você se sente compelido a agir imediatamente para transmitir e expressar sua nova visão. A inspiração pode vir de muitos lugares: de pessoas admiráveis ou do repertório formado pelo que leu, ouviu, presenciou, assistiu ou viveu. E, sim, a inspiração para o seu sabático da felicidade pode, também, vir deste livro – essa foi minha intenção ao escrevê-lo. Semelhante, mas não igual, à inspiração é a elevação, a próxima emoção positiva em nossa lista.

7- Acredite, quando nada mais parece funcionar, a gratidão torna tudo possível. Ela é composta por dois movimentos quase simultâneos: no primeiro, reconhecemos que existe algo bom em nossa vida.

8- Muitas vezes nos esquecemos de agradecer àqueles a quem amamos. Pensamos coisas do tipo: “Eles sabem o quanto sou grato”. A gratidão, no entanto, precisa ser manifestada.

9- Funcionar bem é dar conta das atividades, atribuições, papéis e responsabilidades sem desgaste excessivo e mantendo uma boa performance. Impossível? Na verdade, não. Para isso, é necessário contar com um agente físico – o corpo – que disponha de saúde, vitalidade e vigor.

10- O exercício físico é uma subcategoria da atividade física e pode ser definido como uma atividade planejada, estruturada e repetitiva que visa melhorar ou manter um ou mais componentes da boa forma física.  

3) Considerando a realidade onde vive, o que você aplicou, imediatamente, assim que leu? (Qual tópico, qual ideia?)

Quase dez anos depois, fui acompanhando tudo o que era publicado nessa área por grandes autores, como Mihaly Csikszentmihalyi, Barbara Fredrickson e Ed Diener, e por instituições, como Universidade da Pensilvânia, Harvard, Oxford, Berkeley, Cambridge, Yale, Columbia e Michigan. O livro seguinte de Seligman, Florescer, me fez chorar! Florescimento humano!

Nada vem rapidamente, são muitas horas e dias de pesquisas e estudos para a realização de um trabalho como esta obra.

4) O que você transformou em si mesmo com a leitura deste livro?

O sabático começa com uma desintoxicação. Limpar as toxinas, o desânimo, o desespero e toda a negatividade acumulada para esvaziar-se daquele mal-estar um tanto indefinido, mas persistente, que insiste em se acumular no dia a dia, até o ponto em que o próprio ato de sentir é contaminado.

Para restaurá-la, as emoções positivas são “agentes desintoxicantes” ideais.

Felicidade, alegria, contentamento, prazer, gratidão, amor e muitas outras que exercem um papel fundamental: elas são capazes de desfazer os efeitos residuais das emoções negativas e de seu impacto deletério na saúde física e mental. Em outras palavras, são capazes de nos libertar da prisão emocional em que entramos quando a raiva, a frustração, a irritação, o desânimo, o tédio e o desespero passam a ditar o ritmo dos dias – e da vida.

5) Quais as mudanças que você se compromete em tornar real a partir desta leitura?

Ser uma pessoa mais positiva e otimista. Após duas décadas de pesquisas, ela garante que entender as emoções positivas pode nos ajudar a lidar com os problemas que vivemos hoje, porque não mudam apenas o modo como a mente e o corpo funcionam, mas alteram até mesmo quem somos, transformando a maneira de encarar a vida e lidar com desafios.

Escrever no diário o que pretendo fazer e como você vai se lembrar disso ao longo do dia (programar um toque do celular, mandar mensagens para si mesmo, consultar o diário...). Se você sentir interesse e vontade de começar logo, é porque escolheu as ações mais indicadas para colorir seu dia com emoções positivas.

6) Se você encontrasse o autor do livro, o que você diria à ele?

Mestra querida, tenho muita admiração pela maneira como executa as suas funções na SBCoaching e pelas maravilhosas obras que tão bem escreve e se propõe a compartilhar o seu conhecimento.

7) Enumere 3 pessoas para as quais você sugeriria este livro e justifique.

A todos os seres humanos que almejam uma vida mais feliz, com propósito e qualidade.


Abaixo um breve resumo da minha leitura

O TEMPO DA FELICIDADE: Um sabático para repensar a vida, priorizar seus objetivos e se renovar.

Depois de 51 anos e onze horas de viagem, chego a um destino que é, ao mesmo tempo, um ponto de chegada e de partida. Um mergulho com os olhos bem abertos no autoconhecimento e na auto regeneração. O meu tempo da felicidade, simbolicamente um sabático, vai começar.

Uma viagem ela pode ou não envolver deslocamentos físicos por novos ares e paisagens, mas certamente inclui uma jornada interior rumo àquele centro no qual a essência se oculta.

É possível ser feliz. Este é o propósito deste livro: conduzi-lo pelos sete passos de uma jornada pessoal rumo a essa conquista.

Este é o propósito deste livro: conduzi-lo pelos sete passos de uma jornada pessoal rumo a essa conquista.

A palavra vem do hebraico shabbat – ou sabá, na grafia aportuguesada –, que pode ser traduzido como “descanso” ou “cessação”. Refere-se ao sábado, o sétimo dia, aquele no qual, segundo a tradição religiosa, Deus descansou após criar o mundo. Daí adveio o preceito da antiga Lei Mosaica segundo o qual, a cada sétimo ano, cessava o trabalho no campo, o pagamento de tributos e a cobrança de dívidas, para que a terra e os homens pudessem descansar e se regenerar.

 A esse dia é associada uma dimensão simbólica relacionada à regeneração, a um estado mental no qual entramos quando cessamos a correria cotidiana e penetramos numa sensação de calma interior.

É experimentado como um processo de renovação que ocorre em diferentes níveis, no qual somos transformados, aproximando-nos de nosso “estado ideal”. O descanso a cada sétimo dia está, segundo a tradição religiosa, entre os mandamentos que Moisés recebeu no Monte Sinai durante o êxodo do povo judeu, que se libertava da escravidão no Egito.

Isso nos conduz às razões pelas quais embarcamos em um sabático da felicidade, que podem ser resumidas no que eu chamo de os “7Ds” que o tornam necessário. Tudo começa com os desafios que a vida nos traz, que constituem o primeiro D. Diante dele, temos duas escolhas: ou “pegamos o touro pelos chifres” e nos engajamos, ou viramos as costas, o ignoramos e nos desengajamos. Ambas as opções causam dor, que é o segundo D do sabático.

Frente à dor do desafio, podemos oscilar entre o desânimo e o desespero, o terceiro e o quarto motivos pelos quais precisamos da regeneração trazida pelo sabático.

Ao usarmos as ferramentas certas, entramos no quinto D, o desenvolvimento.

Ocorre que o desenvolvimento é uma escolha, e toda escolha requer uma decisão – o sexto D, ou a sexta razão: você faz o sabático porque decide fazer. E, uma vez que você decide encarar o desafio e usar as ferramentas, chega ao sétimo D, a disponibilidade. Estar disponível é estar aberto, disposto a se mover e a agir para colocar em ação aquilo que decidiu. É por meio dessa dinâmica que você entra no sabático.

O autodesenvolvimento é, no fundo, a grande razão de ser do sabático. Após um processo de regeneração no qual o tédio e o desespero dão lugar à vitalidade, à esperança e ao senso de significado e de sentido em relação à vida, somos compelidos a retomar a busca pelo desenvolvimento, pela expansão e pela felicidade.

A felicidade pode ser vista como uma – entre várias – emoção positiva. E as emoções positivas, por sua vez, são uma parte – entre várias – daquilo que passou a ser chamado de florescimento humano, que se entende por um estado no qual as pessoas são capazes de funcionar de modo otimizado, se relacionar com autonomia, competência e harmonia com o meio e os outros à sua volta, encontrar propósito e significado na vida e envolver-se ativamente em um contínuo processo de desenvolvimento e de auto realização.

A oportunidade de criar condições para florescer é, pois, a grande meta e, ao mesmo tempo, o grande desafio do sabático da felicidade.

Cada prática tem três etapas. Primeiro, você se conecta com o tema do capítulo. Depois, experimenta o efeito regenerador. E, por fim, você planeja uma ação concreta por meio da qual esse conhecimento possa ser aplicado no seu dia a dia.

“Tudo o que você passou até aqui, tudo o que aprendeu, todos os desafios, são uma mera preparação para o que está por vir”. Brian

Focada em soluções de desenvolvimento humano, tudo o que aprendi nas escolas da minha vida se mesclou numa teia de competências e forças de caráter que compõem minha estrutura como empresária, empreendedora, líder, CEO, palestrante, escritora e especialista em florescimento humano e felicidade.

Formei-me como líder de negócios, uma arquiteta de transformações e uma “felicitator”, termo que aprendi com John Helliwell, da Universidade da Colúmbia Britânica. Felicitators são produtores de felicidade, aqueles que buscam mudar o foco do bem-estar do “eu” para o bem-estar do “nós”, celebrando pessoas e lugares, ideias e instituições capazes de tornar o mundo um lugar mais feliz.

Quase dez anos depois, fui acompanhando tudo o que era publicado nessa área por grandes autores, como Mihaly Csikszentmihalyi, Barbara Fredrickson e Ed Diener, e por instituições, como Universidade da Pensilvânia, Harvard, Oxford, Berkeley, Cambridge, Yale, Columbia e Michigan. O livro seguinte de Seligman, Florescer, me fez chorar! Florescimento humano!

Nessa fase, uma linha dourada começa a se formar, meus maiores sonhos se tornam realidade e a possibilidade de impactar muitas pessoas com livros, treinamentos e programas sociais constitui meu motor motivacional. Para tudo isso acontecer, vários ciclos de regeneração se passaram na minha vida, vários desafios tiveram de ser superados e muitos outros ainda estão por vir.

Passo 1 – Emoções positivas: liberte-se da prisão emocional

O sabático começa com uma desintoxicação. Limpar as toxinas, o desânimo, o desespero e toda a negatividade acumulada para esvaziar-se daquele mal-estar um tanto indefinido, mas persistente, que insiste em se acumular no dia a dia, até o ponto em que o próprio ato de sentir é contaminado.

Para restaurá-la, as emoções positivas são “agentes desintoxicantes” ideais.

Felicidade, alegria, contentamento, prazer, gratidão, amor e muitas outras que exercem um papel fundamental: elas são capazes de desfazer os efeitos residuais das emoções negativas e de seu impacto deletério na saúde física e mental. Em outras palavras, são capazes de nos libertar da prisão emocional em que entramos quando a raiva, a frustração, a irritação, o desânimo, o tédio e o desespero passam a ditar o ritmo dos dias – e da vida.

A risada é apenas uma manifestação das emoções positivas e de seu efeito desintoxicante e libertador.

Num mundo com tantos problemas, estudar emoções positivas não seria perda de tempo? A resposta, para a autora, é uma só: de jeito nenhum! Após duas décadas de pesquisas, ela garante que entender as emoções positivas pode nos ajudar a lidar com os problemas que vivemos hoje, porque não mudam apenas o modo como a mente e o corpo funcionam, mas alteram até mesmo quem somos, transformando a maneira de encarar a vida e lidar com desafios. Elas trazem à tona nosso melhor e colaboram para o aprimoramento pessoal. São, em resumo, a chave para superar as adversidades e viver de maneira significativa. É por isso que o sabático começa com este desafio: aumentar a frequência das emoções positivas no dia a dia.

A palavra “emoção” deriva do verbo latino movere, que significa “mexer”, “agitar”, “mover”. Essa origem nos aproxima de uma função- chave das emoções: elas enviam sinais aos órgãos e músculos a fim de nos preparar para entrar em ação. No caso das emoções negativas, essa função é bem mais clara. Imagine que você está atravessando a rua meio distraído e, de repente, percebe que um carro em alta velocidade está vindo em sua direção. Uma emoção negativa é disparada – o medo –, alertando-o do perigo iminente.

Um interesse profundo faz os pensamentos e as ideias fluírem e, no processo, nos expandimos. Quando estamos envolvidos em alguma coisa, praticamos com maior intensidade aquilo que aprendemos, e é assim que o conhecimento se torna para nós um recurso durável. Por isso, o interesse também tem o poder de nos transformar.

Talvez você se surpreenda com isso, mas o orgulho também é uma emoção positiva, e das mais importantes. Não estou falando da sensação de ser melhor do que os outros – isso é apenas arrogância. Refiro-me ao orgulho autêntico, que emerge quando reconhecemos – ou somos reconhecidos por – algo de valor que realizamos. Apreciar o fato de que somos capazes de feitos dignos de mérito nos leva a sonhar ainda mais alto e nos motiva a perseguir objetivos mais desafiadores.

Uma boa pedida é a inspiração – uma emoção das mais importantes. Ela nos compele a colocar ideias em ação, acionando um processo que ocorre em três fases. A primeira é a evocação, ou seja, aquilo que estimula a inspiração. É como uma fagulha que, de repente, traz algo diferente e relevante para sua vida. A segunda fase é a transcendência. A partir daquela fagulha inicial, novas possibilidades assomam à consciência. O seu horizonte se expande para acomodar o novo, e você é estimulado a ir além dos seus limites habituais – isto é, é estimulado a transcender. Esse é um momento muito especial. A nova consciência é tão vívida, real e carregada de emoção que você vai direto para a terceira fase do processo, que é a motivação para agir. Uma vez inspirado, você se sente compelido a agir imediatamente para transmitir e expressar sua nova visão. A inspiração pode vir de muitos lugares: de pessoas admiráveis ou do repertório formado pelo que leu, ouviu, presenciou, assistiu ou viveu. E, sim, a inspiração para o seu sabático da felicidade pode, também, vir deste livro – essa foi minha intenção ao escrevê-lo. Semelhante, mas não igual, à inspiração é a elevação, a próxima emoção positiva em nossa lista.

Durante o meu sabático, tive a oportunidade de experimentar a elevação diante da beleza e da excelência. Aconteceu no Château du Clos Lucé, no Vale do Loire, na França, onde Leonardo da Vinci morreu. Como meu sabático coincidiu com as comemorações dos 500 anos da morte do grande mestre, resolvi visitar o magnífico solar no qual Da Vinci passou seus últimos anos. Fiquei encantada com o que vi, mas a elevação acabou surgindo por acaso.

Acredite, quando nada mais parece funcionar, a gratidão torna tudo possível. Ela é composta por dois movimentos quase simultâneos: no primeiro, reconhecemos que existe algo bom em nossa vida; no segundo, reconhecemos a fonte do que identificamos como bom, que pode ser outra pessoa, a própria vida ou, no caso daqueles que cultivam a espiritualidade, um poder que está acima de nós, o universo ou os aspectos divinos da existência.

Muitas vezes nos esquecemos de agradecer àqueles a quem amamos. Pensamos coisas do tipo: “Eles sabem o quanto sou grato”. A gratidão, no entanto, precisa ser manifestada. Veja o que ocorre nos relacionamentos íntimos. Pesquisas indicam que, quando as pessoas se sentem apreciadas por seus parceiros ou parceiras, são mais estimuladas a perceber novas qualidades nele ou nela, a passar mais tempo juntos e até mesmo a se comprometer e a fazer sacrifícios pelo outro. Na verdade, o senso de gratidão em relação ao parceiro é um poderoso indicador de longevidade e satisfação no relacionamento.

1. CONECTAR - Conecte-se com as emoções positivas. Busque, entre as que foram mencionadas neste capítulo, aquela que você mais precisa sentir novamente. Depois de detectar essa emoção, pense num momento em que a sentiu com muita intensidade. Lembre-se de como foi, do que estava fazendo e de onde estava. Reviva essa emoção e permita-se senti-la mais uma vez. Se preferir, ouça uma música ou contemple alguma imagem que você associe a essa emoção. Deixe de lado os problemas e as preocupações. Apenas aprecie o momento e sustente por algum tempo a emoção evocada. Depois, anote no diário do sabático os pensamentos, as reflexões e os insights.

2. REGENERAR - Pense em três coisas positivas – três bênçãos – que aconteceram com você no dia anterior e lhe despertam gratidão. Podem ser coisas muito simples. O sabor do pão quente no café da manhã, uma palavra de gentileza que alguém lhe dirigiu ou simplesmente um instante no qual, de repente, você se sentiu grato por estar vivo, desfrutando daquele momento. Reviva cada uma dessas bênçãos e anote-as no diário, relatando pensamentos e sensações que lhe ocorreram.

3. PROJETAR - Imagine, agora, que hoje você vai ter um dia ideal. Estará muito mais alerta para as oportunidades de experimentar emoções positivas e também para criar essas oportunidades. Procure pelo menos três ocasiões para experimentar emoções positivas em sua rotina diária. Você pode, por exemplo, agradecer a alguém que é importante em sua vida, fazer um elogio sincero a uma pessoa que está sempre perto de você, pagar um café para um morador de rua, comer sua refeição favorita no almoço em companhia de um amigo, falar de coisas positivas em vez de reclamar ao chegar em casa... as possibilidades são infinitas. Use a criatividade. Escreva no diário o que pretende fazer e como você vai se lembrar disso ao longo do dia (programar um toque do celular, mandar mensagens para si mesmo, consultar o diário...). Se você sentir interesse e vontade de começar logo, é porque escolheu as ações mais indicadas para colorir seu dia com emoções positivas.

O autocriticismo, no entanto, não tem nada a ver com isso, mas consiste em assumir, diante do próprio sofrimento, uma postura dura e intolerante consigo, em autoavaliar-se de maneira negativa, até mesmo cruel, diante de seus erros, tropeços ou fracassos. É aquela voz no fundo da mente que entra em cena nos momentos em que você está mais vulnerável e mais necessita se fortalecer.

A autocompaixão – o oposto do autocriticismo. Ter compaixão por si mesmo é tratar-se com cuidado e carinho em situações nas quais você se sente inadequado, envergonhado e fragilizado. É agir consigo do mesmo modo que agiria com um amigo querido que está passando por um momento difícil.

Passo 2 – Bem-estar físico e psicológico. Assuma o controle da sua nave-mãe.

Pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que 30% das pessoas têm dificuldade para lidar com o estresse do trabalho quando estão em férias. Elas simplesmente não conseguem se desligar. E há um bom motivo para isso: o estresse vicia.

O workaholic trabalha muito, mas nem sempre trabalha bem. E, ao contrário do engajado, ele não experimenta satisfação com o trabalho. Adivinhe agora quem são as pessoas que menos conseguem relaxar? Os workaholics, é claro! E eles não são poucos. Nas sociedades industrializadas, o número de indivíduos viciados em trabalho pode chegar a um quarto da população profissionalmente ativa. Por aí já deu para perceber que falar de descanso e relaxamento não é tão simples quanto parece.

Ver o corpo com um olhar diferente – com o olhar de quem está disposto a reassumir o controle de sua nave-mãe, pois é isso que o corpo é para nós. É por meio dele que estamos presentes no mundo, criando e exprimindo sentimentos, emoções, comportamentos e pensamentos.

O bem-estar físico. Não se trata apenas da ausência de doenças, mas de escolhas referentes ao estilo de vida que sejam capazes de favorecer a saúde, evitar doenças que possam ser prevenidas e promover o equilíbrio entre corpo e mente.

Funcionar bem é dar conta das atividades, atribuições, papéis e responsabilidades sem desgaste excessivo e mantendo uma boa performance. Impossível? Na verdade, não. Para isso, é necessário contar com um agente físico – o corpo – que disponha de saúde, vitalidade e vigor.

O exercício físico é uma subcategoria da atividade física e pode ser definido como uma atividade planejada, estruturada e repetitiva que visa melhorar ou manter um ou mais componentes da boa forma física. As atividades físicas diárias, como andar para o trabalho, são benéficas para a saúde, mas é a prática regular de exercícios físicos que causa melhorias verificáveis.

A OMS recomenda que adultos entre 18 e 64 anos realizem no mínimo 150 minutos de exercícios físicos de intensidade moderada durante a semana, ou pelo menos 75 minutos de exercícios mais intensos durante o mesmo período.

Atenção plena no momento presente, o que é a definição da meditação de mesmo nome, também conhecida como mindfulness. Descansar socialmente é dar uma pausa no excesso de atividades sociais, desconectar-se um pouco do mundo virtual e evitar pessoas tóxicas, que, além de não acrescentarem nada bom, ainda sugam a sua energia. E o descanso espiritual inclui dedicar um tempo a uma conexão mais profunda e pessoal com suas crenças religiosas ou espirituais, ou à contemplação e à apreciação da beleza, caso você não seja religioso – enfim, dedicar-se um pouco àquilo que faz bem à alma. E, assim, intercalando movimento e descanso, você começa a retomar o controle de sua nave-mãe.

A primeira necessidade é a autonomia, que é estar no controle da própria vida, sentir que tem escolha e agir em harmonia com seu eu interior. A segunda é a competência, ou a capacidade de lidar de modo eficaz com o meio que o cerca. E a terceira refere-se aos relacionamentos, o desejo de interagir, de conectar-se com as pessoas e de fazer algo em benefício dos outros. Praticar exercícios físicos regulares, adotar uma alimentação mais saudável e livrar-se de hábitos nocivos – os passos cruciais para assumir o controle de sua nave-mãe – serão mais estimulados se encontrar neles meios de satisfazer suas necessidades básicas.

Acolha carinhosamente o corpo que o contém e torna possível sua presença no mundo. Foi nesse corpo que você conquistou tudo o que já alcançou até agora, e é com ele que vai partir para novas conquistas.

De acordo com médicos e especialistas, o aumento da obesidade em escala global ameaça reverter os ganhos conquistados na longevidade nos últimos anos.

Passo 3 Forças: Descubra do que você é feito

Competências podem se tornar obsoletas, talentos podem desvanecer, esforços podem ser perdidos... as forças, porém, são duradouras. Quanto mais as usarmos, plenamente e de modo equilibrado, maior a certeza de que estarão sempre disponíveis para o que der e vier: na dor e no prazer, na lágrima e no sorriso, no desafio e na conquista.

Eu estava à beira de um burnout. O burnout é um colapso físico e mental causado pelo estresse excessivo. O termo vem do inglês burn, “queimar”, e out, “por inteiro”.

A força da criatividade me levou não apenas ao meu sabático na Provença, como também à ideia de espalhar a boa nova e transformar o sabático em um programa que muitas outras pessoas pudessem seguir. Faltava ainda definir o roteiro da viagem e, sobretudo, como organizar tudo para que a empresa prosseguisse normalmente com suas atividades e desafios durante minha ausência. Para essa operação de guerra, a força convocada foi a perspectiva, que envolve a visão estratégica e a capacidade de conectar informações para enxergar o todo.

Parecia evidente que entender a felicidade era algo fundamental se quiséssemos contar com mais recursos para passar do definhamento para o florescimento.

Nos sentimos motivados, inspirados e energizados quando vemos alguém usando suas forças ou quando usamos as nossas. E, é claro, as forças só são reais quando se manifestam em comportamentos e atitudes. É por essa razão que elas podem ser medidas, ou seja, é possível aferir até que ponto as usamos.

Agora é hora de falar da lavanda, que se tornou o ponto de partida do meu sabático. Uma crise de insônia me levou à recomendação de aspergir um pouquinho de essência de lavanda para estimular o sono. A essência me levou a uma pesquisa informal sobre os célebres campos de lavanda da Provença francesa – e foi assim que, maravilhada com as fotos e vídeos que vi, acabei escolhendo a Provença.

A produção de um pequeno frasco com 30 ml de óleo de lavanda – como o que usei para me ajudar nas noites insones – requer 3 kg de flores.

Para Platão, virtudes são um conjunto de características que contribuem para que o indivíduo tenha uma vida boa. Na visão de Aristóteles, elas são aquilo que completa de forma excelente a natureza de um ser. As forças de caráter, por sua vez, foram definidas por Peterson e Seligman como os mecanismos ou rotas por meio dos quais as virtudes se manifestam. Sem as forças para manifestá-las concretamente no dia a dia, as virtudes ficariam restritas a um ideal abstrato – algo que achamos bom ou até mesmo excelente, mas que simplesmente não sabemos como materializar no cotidiano.

A autoestima, a vitalidade e a energia também aumentam, motivo pelo qual elas são essenciais para lidar com o desânimo e o desespero e tirar o máximo proveito do sabático. Ao usar plenamente suas forças, você não apenas aumenta as chances de atingir seus objetivos, como também se sente mais feliz e realizado com os resultados. Para completar, adquire maior eficácia e motivação para se engajar na vida, no trabalho e no próprio processo de desenvolvimento. Há duas definições principais de sabedoria. Paul Baltes, do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, diz que ser sábio é saber conduzir a vida e dar significado a ela. Para Robert Sternberg, da Universidade Yale, as pessoas são sábias à medida que usam sua inteligência para o bem comum e harmonizam seus interesses com o de outros indivíduos, grupos e comunidades.

Pode-se dizer que essa é a essência da sabedoria, que se manifesta por meio de cinco forças: curiosidade, amor ao aprendizado, perspectiva, criatividade e critério. A curiosidade nos leva a buscar caminhos diferentes pelo prazer de descobrir e de explorar. O amor ao aprendizado nos impulsiona a adquirir e desenvolver habilidades e conhecimentos, e a construir continuamente nosso saber. A perspectiva dá sentido ao conhecimento que acumulamos, enquanto a criatividade estimula sua aplicação de uma maneira capaz de gerar melhorias e progressos. E tudo isso é filtrado pelo critério, que nos leva a refletir e a ponderar sobre o que achamos que queremos e o que de fato realizamos. É assim que essas cinco forças expressam a sabedoria humana. Os antigos gregos tinham nada menos do que sete palavras para descrever diferentes tipos de amor: o romântico, o fraterno, o erótico, o amor-próprio, o amor incondicional, o duradouro, o efêmero... Como força, o amor implica valorizar relacionamentos, comprometer-se, dedicar-se – mesmo quando não há nada a ganhar com isso.

Se você está disposto a sair do tédio e do desespero e iniciar o seu sabático, vai precisar de coragem para romper as amarras da inércia, dar adeus a velhos hábitos que, como sapatos apertados, não são mais úteis e não o deixam caminhar direito e encarar o desafio da mudança, do novo e do desconhecido. Essa perspectiva pode gerar ansiedade e até um certo temor. Sair da zona de conforto é, muitas vezes, uma espécie de renascimento, algo como deixar o casulo e descobrir que agora você tem asas e que o cuidadoso rastejar por superfícies sólidas e conhecidas deu lugar ao voo livre e à amplidão inexplorada.

Da indignação nasceu um sonho, o de colocar a mão na massa e contribuir para a construção de um país melhor por meio da promoção do florescimento humano. Minhas armas seriam o coaching, que para mim sempre foi um processo transformador, a filantropia, para que o florescimento pudesse chegar ao maior número de pessoas, e a psicologia positiva – razão pela qual topei o desafio de me desdobrar para fazer o mestrado sem me desligar das atividades profissionais.

Não se entregar aos excessos, nem tampouco se privar dos prazeres saudáveis. Tudo isso é possível quando exercitamos equilibradamente as forças da liderança: a humildade, o autocontrole, a prudência e o perdão.

O engajamento não é essencial apenas para o trabalho, mas para a vida como um todo. E se você acha que está se engajando pouco, saiba que um aspecto crucial para fazer com que o engajamento aumente rapidamente é identificar suas forças e desenvolver um plano para usá-las mais intensamente. Quando as aplica, você potencializa o prazer, a motivação e a paixão. Também recupera o controle de sua vida e sai da mera obrigação para a consciência da escolha.

Passo 4- Metas e propósito: defina o que quer da vida

Em outras palavras, isso significa que o propósito é, ou deveria ser, a resposta à pergunta: “Por que fazemos o que fazemos?”. Kashdan e McKnight explicam que o propósito é uma aspiração que atua como força central na vida humana, organizando e estimulando objetivos, gerindo comportamentos e nos dando um senso de significado. Ele direciona decisões e guia o modo como os sujeitos usam seus recursos. É como uma bússola que orienta a direção dos esforços e se torna parte do ser.

Eu já havia encontrado o caminho: o coaching. Havia tempos vinha estudando e praticando esse incrível processo que dá às pessoas as ferramentas necessárias para que elas se desenvolvam continuamente, aumentem seus resultados e assumam o controle de sua vida. Estava fascinada! Muitos, porém, poderiam dizer que eu estava louca.

Que interesse um lugar com esse portfólio teria no estudo do propósito? Bem, o dr. Kaplin acredita que o senso de propósito das pessoas pode ser usado em benefício da saúde. Daí seu foco nas pesquisas de como o propósito pode salvar vidas. Ele está na vanguarda daquilo que já está sendo chamado de um novo movimento na neurociência, o PIL, sigla de Purpose in Life, ou Propósito na Vida. Trata-se de uma área de pesquisa que foca as interações entre mente e corpo e o poder que os fatores emocionais, mentais, sociais e espirituais têm de afetar a saúde. O PIL relaciona a crença de que a vida tem sentido e propósito à melhora contínua e significativa na saúde. Portanto, a percepção de um indivíduo acerca de seu propósito pode ter profundas consequências para sua qualidade de vida e longevidade. O que ajuda a fundamentar essas conclusões é o fato de que o PIL pode ser medido.

ENCONTRANDO O SEU IKIGAI - No Japão, as pessoas vivem mais. O fato foi apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que colocou o país em primeiro lugar no ranking da longevidade. E isso é válido tanto para homens quanto para mulheres. As japonesas vivem, em média, 90,1 anos, e os japoneses, 87,9. São quatro anos a mais do que a expectativa de vida no país que está em segundo lugar no ranking, a Suíça. A admirável longevidade dos japoneses é objeto de pesquisa de cientistas de todo o mundo – afinal, quem não quer descobrir o segredo de uma longa vida? Vários aspectos têm sido intensamente estudados: alimentação, hábitos, fatores culturais, estilo de vida.

Nome de ikigai. Uma tradução aproximada seria: “aquilo que faz a vida valer a pena”. Em outras palavras, ter um propósito na vida. A concepção de ikigai varia de pessoa para pessoa. Para algumas, ela se relaciona ao trabalho, para outras, à família, e para outras, ainda, à auto realização. Embora as concepções sejam variáveis, certos elementos se mantêm estáveis. O ikigai está ligado à ideia de papéis sociais definidos, que atuam como uma fonte de sentido e de significado. Acima de tudo, ele não está necessariamente atrelado a alguma missão extraordinária ou a algum projeto capaz de mudar o mundo. O ikigai pode se referir a atividades bem mais humildes e mundanas, desde que realizadas com constância e dedicação. Não é apenas o fazer, mas o fazer bem-feito – é assim que você se eleva. O princípio é este: servir ao propósito pessoal da melhor maneira que puder torna a vida mais significativa.

#Disseminar mais conhecimentos por meio de novos treinamentos, dar palestras para compartilhar informações e escrever este livro para que mais pessoas possam se beneficiar do sabático são alguns dos objetivos que me fazem viver o meu propósito.

Existem os espinhos, que atendem pelo nome de ansiedades do propósito. Há dois tipos de ansiedade: a de quem não consegue encontrar seu propósito e a de quem já o encontrou, mas não consegue vivê-lo. Só quem passa ou já passou por isso sabe o quanto essas ansiedades são angustiantes: elas afetam a própria noção de que a vida faz sentido.

O propósito se alimenta de forças, qualidades, talentos, habilidades, interesses e valores de cada pessoa. É por isso que um baixo nível de autoconhecimento contribui para criar, ou até mesmo para exacerbar, a ansiedade do propósito. Portanto, se quiser encontrar, resgatar ou revalidar o seu propósito, comece refletindo sobre isto: no que você é bom, o que você ama fazer e quais são suas forças, talentos, valores e habilidades. Imagine que está fazendo um retrato fiel de si mesmo com base nesses elementos.

Próximo requisito diz respeito à auto aceitação: reconhecer-se nesse retrato e ser capaz de dizer com sinceridade: “Esta pessoa sou eu, e eu aceito o que estou vendo”.

O futuro está sempre prenhe de possibilidades, porque ele é, afinal, o território do propósito. Enquanto o sentido e o significado conectam o passado ao presente, o propósito conecta o presente ao futuro, de modo que o futuro que desejamos se torna um guia e um estímulo para as ações que realizamos agora. Essa é uma função crucial do propósito: fazer nascer a esperança em relação ao que está por vir.

Steger diz que encontramos significado no trabalho quando três requisitos são atendidos. O primeiro é acreditar que o trabalho possui um propósito. O segundo é acreditar que contribui para que a vida seja significativa. O terceiro é fazer com que o trabalho contribua positivamente para o bem comum.

Passo 5 Relacionamentos: perdoe e encontre o amor em sua vida

Menos perdão igual a mais ruminação igual a menos felicidade, menos bem-estar e menos saúde.

Perdoar é ser resiliente quando as coisas não acontecem do jeito que você quer. Trata-se da habilidade de ficar em paz com a palavra “não”.

Perdoar vem do latim perdonare, que significa algo como “entregar ou doar por completo”.

Para Dr Gottman, uma importante diferença no modo como casais felizes se relacional é a maneira como lidam com o conflito.

O perdão também aumenta a satisfação e o compromisso com o relacionamento, promove uma comunicação mais construtiva e estreita os laços de afeto e lealdade.

O quinto passo do sabático, você vai adentrar no mundo do perdão e do amor, passo crucial para o processo de regeneração e renovação que é a essência do sabático.

Quando cursamos o mestrado e, Psicologia Positiva Aplicada na Universidade da Pensilvânia, a passagem de Donna por lá resultou em um trabalho incrível, ela desenvolveu o conceito de gracious mindset, mentalidade graciosa, nos dias de hoje em que as redes sociais viraram zonas de guerra e opiniões divergentes são capazes de gerar reações exacerbadas e inimizades eternas, falar em mentalidade afável pode parecer deslocado.

Adquirir uma mentalidade afável significa ter que fazer interpretações respeitosas em relação às intenções das outras pessoas, dar uma chance em vez de pensar o pior.

A mentalidade afável propõe uma mudança radical dessa forma de pensar e de agir.

O modo como interpretamos o comportamento dos outros é baseado em nossas perspectivas e experiências e esse comportamento interfere no modo como as outras pessoas agem conosco.

Perdão, quando resolvemos nosso sofrimento, não temos mais que passar essa dor adiante. Perdoar é fazer as pazes quando não conseguimos o que queremos. É o processo de ir da raiva e do desespero para a paz, quando algo não dá certo.

Passo 6- superação: qual é o seu fator x?

Ter garra é essencial para a superação. Ao desenvolver o grit, você também começa a trazer à tona sua auto supremacia, a capacidade de desbloquear o seu potencial e ser a melhor pessoa que pode ser. Seu fator x, aquilo que o torna especial e único, apto a utilizar todos os recursos para enfrentar o que der e vier.

Nosso piores inimigos estão dentro de nós: o medo, a preguiça, a raiva, o ego e a teimosia apenas para citar alguns. O desânimo, o desespero, e tudo aquilo que nos leva ao anseio profundo pelo poder regenerador do sabático.

Esse poder está a sua disposição desde que você se disponha a identificar e eliminar os obstáculos que estão no caminho da sua realização. Qual é o inimigo interno que você precisa superar?

O autocontrole a regulação voluntária dos impulsos que afetam comportamentos, emoções e atenção, o grit nos dá a força e a perseverança para perseguirmos objetivos desafiadores, o autocontrole nos ajuda a vencer as tentações tudo aquilo que coloca à prova uma decisão tomada.

Grit e autocontrole acabam se entrelaçando, ambos são necessários.

Ao nos sentirmos energizados, esse é o estado que nos faz entrar em ação. O que aciona a ativação é o estímulo, e um objetivo pode assumir esse papel, desde que represente algo importante para você. O nível de ativação que o seu objetivo lhe provoca é uma parte fundamental do processo. A autodeterminação é um fator crucial para desenvolver garra. É o ato de escolher e decidir por si mesmo e de iniciar ações por vontade própria. É a escolha e a decisão de fazer uma atividade pela satisfação que ela oferece, e não por suas possíveis consequências.

Algo que você escolhe pelo prazer que isso lhe dá, uma atividade que você se entrega porque adora realizá-la, nesse momento você está intrinsecamente motivado.

A motivação extrínseca não é prazerosa,você faz algum coisa não porque gosta, mas porque precisa fazer.

A melhor forma de manter a motivação é associá-la a seus valores, pensar no quanto isso é importante para que possa atingir algo maior e dizer “faço isso porque é melhor para mim”.

A mudança de hábitos exige repetição para que novas sinapses se formem no cérebro, a repetição exige persistência e está demanda força de vontade.

Independente de estar na moda a força de vontade permanece mais atual do que nunca, é a habilidade de adiar gratificações imediatas e resistir a tentações para atingir seus objetivos de longo prazo.

O autocontrole é um poderoso indicador de conquistas acadêmicas, liderança eficaz e satisfação nos relacionamentos. Pessoas com força de vontade são mais felizes, satisfeitas em suas relações e mais capazes de controlar o estresse. São melhores em superar adversidades e solucionar conflitos e também em ganhar dinheiro e fazer a carreira avançar.

A força de vontade é como um músculo: quanto mais você exercita, mais forte ela fica, mas como todo músculo chega a um ponto em que ele pode cansar provocando o chamado esgotamento do ego.

Por isso tenha clareza dos seus objetivos, pois quanto mais vagas e imprecisas forem suas metas, mais difícil será manter a força de vontade, planejar seus objetivos e organizar sua agenda e sua rotina de acordo com eles, evita uma das causas de esgotamento do ego que é tomar decisões a toda hora.

Descubra qual é a tentação que está pondo seus esforços a perder e tome a decisão de evitá-la, substitua por outra que te dê prazer, mas que não comprometa seus planos.

Aumentar o otimismo é uma forma de aumentar a resiliência psicológica, questione as crenças limitantes que o fazem duvidar de sua capacidade.

Troque esse tipo de informação mental por outras mais úteis e fortalecedoras, este é o caminho para um dos frutos mais importantes da autossupremacia: os picos de performance, que é  a habilidade de um indivíduo, time ou organização de exibir ou sustentar uma performance consistentemente elevada por um determinado período.

Orgulho autêntico segundo Jessica Tracy trata-se da confiança em si mesmo, construída com base nas realizações pessoais. Há mais de um século, Charles Darwin inclui o orgulho em seu modelo revolucionário das emoções, emerge como emoção positiva quando o resultado dessa avaliação é satisfatório.

Resiliência é a flor que irrompe do chão para florescer mais uma vez após um longo e frio inverno; é a árvore que cresce do galho deixado para trás após a violência da tormenta.

A resiliência é uma constelação de forças, competências e suportes externos que nos tornam capazes de nos adaptar, de superar e de preservar diante de um trauma agudo ou de um estresse crônico.

Passo 7- Regeneração e inovação: as chaves para a felicidade.

TEPT : Transtorno do estresse pós-traumático é definido como um sério distúrbio de ansiedade que pode acometer quem sofre ou presencia atos de violência tornando-se a pessoa prisioneira do passado, não apenas se lembra do evento traumático, mas o revive como se tudo acontecesse de novo: a dor, o sofrimento e todo o poço de uma violência indizível que nenhum ser humano deveria enfrentar.

Para que a mudança seja eficaz ela deve ser intencional, voluntária, cabe a você decidir se quer mudar, sustentada em comportamentos, pensamentos, sentimentos e percepções. A mudança pode ocorrer nos hábitos, nas ações ou nas competências, sonhos e aspirações e até mesmo no modo como interpretamos os acontecimentos na vida e no trabalho.

Envolve cinco etapas:

- a primeira descoberta é o eu ideal, equivale a nos conectar com os sonhos e nos engajar em nossas paixões, sob três aspectos: visão de um futuro desejado; a esperança de que podemos construir esse futuro e os elementos de nossa identidade que usaremos como ferramentas (forças, talentos, competências e valores).

- a segunda descoberta do processo da mudança intencional é o eu real, compreende seus pontos fortes e fracos e sua comparação com seu eu ideal.

- a terceira descoberta da mudança intencional é a agenda de aprendizado e o planejamento com foco no futuro desejado. É o ato de planejar e agir de acordo com o que foi planejado e o quando você está disposto e decidido a se regenerar.

- a quarta descoberta é a experimentação e a prática dos novos comportamentos e padrões mentais que você quer desenvolver.

-a quinta descoberta refere-se aos relacionamentos de apoio, às pessoas que são importantes para você, que estão sempre do seu lado e dão um feedback que o ajuda a perceber as coisas que não estava percebendo.

O declínio do sono enquanto envelhecemos é um dos grandes responsáveis por perda de memória, demência e Alzheimer.

Regeneração e inovação são duas faces da mesma moeda: quando nos regeneramos, abrimos espaços para nos reinventar. Temos dois importantes conceitos de inovação ambos desenvolvidos por professores da Harvard , a incremental de Joseph Schumpeter e a disruptiva de Claytn Christensen. A incremental ocorre por meio de diversas melhorias ou atualizações feitas em produtos, serviços, processos ou métodos.

A disruptiva é diferente pense na internet por exemplo ou nas redes sociais, trata-se de um fenômeno pelo qual o mercado e até nosso comportamento é transformado ou uma inovação que torna algo mais simples e acessível, popularizando o que era um símbolo de status e privilégio. E o que Henry Ford fez com o carro e Steve Jobs fez com o computador pessoal.

A regeneração e a inovação constituem a essência do sabático.

 

 

 

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Iraci Aparecida Franceschini
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Sou Partner da SBC Sociedade Brasileira de Coaching e Master coach, fundadora do Instituto D´ORO Treinamento e Desenvolvimento Ltda, apaixonada por contribuir com o desenvolvimento humano de pessoas, times e empresas utilizando soluções on-line .

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