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Por que ler a obra "O que traz quem levamos para a escola?"

Por que ler a obra

Em texto anterior, publicado nesse blog e intitulado “O primeiro dia de aula de Marianne Franke-Gricksch” me comprometi a escrever uma produção elencando as razões pelas quais vale a pena a leitura do livro O que traz quem levamos para a escola?”, de autoria de Olinda Guedes. A releitura do livro me convenceu que esse propósito não cabe nesse texto, uma vez que cada um dos 20 capítulos que compõem a obra servem como base para frutíferas discussões. Além disso, apresentar um breve resumo das ideias principais não dá conta de informar ao leitor o quão profundo é o que encontramos no livro.

Desse modo, nesse breve texto, apresento apenas o meu olhar sobre alguns aspectos estruturais que dão ineditismo ao livro e me limito a fazer uma apresentação sobre a temática abordada sob a denominação “pedagogia sistêmica”.

A obra tem 192 páginas e o título e a capa antecipam a temática central: “o aluno que vai para a escola”. A capa é ilustrada com a imagem de uma sacolinha xadrez e com outros materiais típicos do universo escolar, tais como régua, tesoura, cadernos e lápis de cor. A composição estrutural do livro dialoga com a temática abordada.

Os títulos dos capítulos, assim como os relatos escritos por amigos e alunos de Olinda, sob o tema “o que eu levei para a escola em meu primeiro dia de aula” estão registrados em letra cursiva que, por sua vez, se constitui em um dos conhecimentos que o aluno precisa desenvolver durante a alfabetização. Por isso, essa escolha gráfica dialoga com a temática abordada, dando originalidade e singularidade à obra. Os escritos da autora, por outro lado, estão registrados em “letra de imprensa”, uma estratégia interessante utilizada para facilitar a leitura do texto e para marcar onde se localiza a voz da autora e onde se localiza a voz de seus colaboradores.

Olinda aborda a relação entre docentes/escola, pais e alunos a partir das leis sistêmicas cunhadas por Bert Hellinger: a lei do pertencimento, da compensação e da ordem. Daí seu livro ser subtitulado “pedagogia sistêmica”, tornando, desse modo, Olinda Guedes a primeira autora brasileira a abordar as relações escolares sob a perspectiva sistêmica de Bert Hellinger.

A autora escreve como se estivesse estabelecendo um diálogo face a face com o seu leitor, o que torna seu texto bastante claro, compreensível, carregado de subjetividade e profundidade. O modo como escreve permite que o leitor crie a imagem das ideias e situações, algumas das quais ilustradas com passagens bíblicas ou com falas que podem ou costumam ser expressas por professores, pais e alunos nas relações escolares.

A temática abordada é, sem dúvidas, de interesse de pais e docentes. A perspectiva sistêmica torna sua leitura – simples e fluente – imprescindível para quem busca conhecimentos sobre quais leis sistêmicas atuam no desenvolvimento da criança a partir das relações entre escola e família.

P.S.: Quem quiser adquirir o livro, com um autógrafo da autora, acompanhado de uma linda sacolinha, é só entrar em contato via WhatsApp pelo 41 9 9919-7071.

 

GUEDES, Olinda. O que traz quem levamos para a Escola? Pedagogia Sistêmica. Curitiba: Appris, 2012.

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Denize Terezinha Teis
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Mamãe, professora, escritora. Grata pela vida, pelos meus pais, pelas minhas irmãs, pela minha família, pelos meus professores, pelo meu trabalho e por tudo o que ele me trouxe. Grata aos meus amigos e amigas, os irmãos que coração que Deus me deu!

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