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Relações conjugais e relacionamentos entre pais e filhos

Relações conjugais e relacionamentos entre pais e filhos

FORMAÇÃO EM CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS FAMILIARES E ORGANIZACIONAIS SEGUNDO BERT HELLINGER - REALIZADO EM GUARAPUAVA - PR EM 12 E 13/04/2019

O QUE FAZ O AMOR DAR CERTO?    

O que faz o amor dar certo, é a mãe. Quando o filho experiencia a gratuidade do amor da mãe, ele cria em si a possibilidade de servir, a possibilidade de ser generoso. O amor só dá certo quando existe interesse e disposição de fazer o outro feliz e isso só é possível quando se é feliz. E a felicidade nasce no colo da mãe. Colo e graça são sinônimos de amor. Quem tem, pode dar.

O que faz o amor dar certo, é a disposição da atenção da mãe. Quem tem o amor da mãe, é carinhoso, é terno. Quem não tem, é carente. Quem não teve, exige de seus relacionamentos atenção e cuidado. Quem não teve, não está disponível. Quem não teve, está à espera. Os carentes estão à espera.  Aqueles que receberam são gentis, são amorosos, carinhosos. Só estes podem servir. Só estes podem se tornar adultos e amar. O amor da criança que ainda não tomou de seus pais, é carente, é exigente, rebelde, reativo, ciumento. Aquele que ainda não tomou o amor dos pais e principalmente da mãe, está sempre criticando as pessoas com quem se relaciona, sejam filhos ou cônjuges. Estes raramente são elogiados, porque ao esperar dos pais o Amor de que necessitam, permanecem infantilizados. Quem ganha colo em abundância, de 0 a 8 anos, está totalmente protegido de relacionamento de co- dependência, disfuncionais. Quem não teve colo de 0 a 8 anos, ao perceber o mínimo de sinal de amor, se apega, se apaixona e vê no outro a possibilidade de saciar sua fome de amor, de amor parental. Entretanto essa cura só é possível, por meio do amor de graça, por meio do amor Ágape (Amor universal, incondicional). O amor Eros não cura (amor da atração física, sexual), ele só permite que a vida siga. Então essas pessoas buscam o que mais necessitam, onde isto não está mais disponível.

Portanto, o que faz o amor dar certo é dar-se a si mesmo, por meio de relacionamentos funcionais. É o amor de graça, que primeiramente estaria nos genitores ou pais. Isto pode ser experienciado  pelas amizades, pela terapia e raramente por meio do amor conjugal.

Existe um mito sobre a dor das crianças. Este mito é desenvolvido pelos adultos, na tentativa de justificarem seus erros, de se livrarem da culpa. Os adultos exigem das crianças que elas façam o necessário e esperam que as crianças se satisfaçam com adultos  que atendem às suas preferências. Os adultos fazem aquilo que eles mesmos querem. Eles exigem que as crianças fiquem satisfeitas. Os adultos sempre têm razão e as crianças têm que engolir isso tudo. A sua dor nunca tem uma justa razão, porque os adultos são perfeitos e as crianças são as pessoas que têm que aprender. Quando uma criança sofre, raramente os adultos se perguntam: o que estou fazendo para que essa criança sofra assim? Geralmente os adultos querem consertar o que eles sofrem.

Honrar pai e mãe significa apenas ser grato pela vida recebida. Honrar pai e mãe, significa honrar a si mesmo. A maior função dos pais é inspirar os filhos. A dor da criança, mostra a ignorância dos adultos. Para isso serve a terapia. Serve para curar a criança ferida, serve também como forma preventiva de parar de ferir as crianças. Somente duas atitudes curam: tomar o amor de graça dos pais e reconhecer a sua humanidade. Por parte dos pais, é necessário reconhecer que estamos à serviço da vida e que somos tão humanos, como nossos filhos.

Um relacionamento conjugal existe quando estão presentes 3 condições:

- O amor do coração onde um faz bem para o outro. Cuida e zela do outro, são guardiões do bem comum. O cuidado, o zelo, o carinho. O banho quentinho, a cesta cheia de frutas, o vaso de flores pra embelezar a casa, o passeio pra praia, o perfume preferido, dar a camisa que ele gosta, não perturbar o marido quando vê futebol.

- O amor sexual, que pressupõe a intimidade do casal, que ambos se procurem, que exista reciprocidade e equilíbrio em sua forma de amar sexualmente. Quando um dos cônjuges deseja mais do que o outro, gera desequilíbrio. Geralmente eles resolvem isso com conflito. Aquele que é mais desejado está em dívida. Aquele que pouco o deseja, gera crédito negativo, declara-se assim o valor do outro. Aquele que não é desejado permanece vazio de valorização. Este é um dos grandes problemas dos relacionamentos conjugais.

- É ter uma missão em comum. A missão mais importante são os filhos. Quando um casal não tem filhos, o vínculo fica mais frágil e para sustentar essa relação, é importante que tenham um projeto, algo em comum: um trabalho voluntário, uma causa. Eles devem estar unidos por um amor de graça, um amor cujo único retorno é perceber que a vida foi preservada. Por exemplo: o casal pode adotar idosos ou eles podem trabalhar de forma voluntária e o pagamento é a alegria das pessoas, porque puderam participar por exemplo, de um baile.

Essas possibilidades só se tornam realidade, por eles. Muitos casais têm filho na tentativa de salvar o casamento. Entretanto, só esse pilar não assegura êxito num relacionamento de casal. É preciso os 3 pilares. Quando há o amor do coração e quando o nível de desejo (libido sexual) está pequeno em ambos, é comum eles se tornarem amigos e viverem juntos por longos anos. É fundamental numa relação de casal, para que seja duradoura, o amor do coração, o querer bem um ao outro, o equilíbrio da sexualidade e ter semelhança de valores, o que vai assegurar a missão e a causa em comum. É muito comum, quando a relação vai bem no que diz respeito ao amor sexual e do coração que, quando nascem os filhos, e o casal se separa. Eles se separam porque os filhos revelam tudo aquilo que estava escondido no coração dos pais. Os filhos são a prova do que os pais são. Se o casal, antes de ter filhos, teve uma atitude politicamente correta já na sala de parto, eles tiram o lixo debaixo do tapete. Às vezes, os casais não querem ter filhos, como se eles dissessem: “nós queremos manter nosso segredo”, traduzindo além do aparente: “nós queremos ser melhores que nossos pais.  Quem não quer estudar, quer morrer. Quem não quer ter filhos tem uma grande punção de morte. Quando um quer filhos e o outro não, o relacionamento corre risco.

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Maria Helena Wantroba
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Olá! Sou uma aprendiz desta nova visão que desponta, após conhecer as Constelações Familiares. E esta "nova visão" está sendo um marco para minha vida e para meus relacionamentos. Tudo melhora, quando compreendemos mais sobre a vida! Gratidão!

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