[ editar artigo]

EU VEJO VOCÊS! NÃO FOI EM VÃO!

EU VEJO VOCÊS! NÃO FOI EM VÃO!

EU VEJO VOCÊS!

Não sei seu nome, seus nomes. É como se fossem mais de um. São do gênero masculino: meninos, adolescentes e adultos de diversas idades. Suas mulheres, mães, avós, estão capturadas, sendo torturadas ou já foram mortas.

Estão sós!

Eu os vejo maltrapilhos, sujos, desnorteados, parecem perdidos, com fome, com sede, estão descalços e correm. Correm para lugar nenhum. Como se fugissem, sem ter lugar seguro onde ir.

Sinto a aflição de cada um de vocês, sinto e chego a ouvir choros, gritos de terror.

Explosões!

Vocês correm. E atrás de vocês, uma poeira imensa se levanta e, quando ela abaixa, vejo vários homens montados em cavalos fortes, potentes. Os homens estão de farda, três deles usam chapéus e todos os outros que vem a seguir deles usam bonés. Esses três da frente parecem ser os comandantes de todos esses milhares atrás.

Tem um desses de chapéu de aba larga, com charuto na boca, soltando fumaça, que dá a ordem para atirar e as explosões recomeçam na direção de vocês, meninos, homens desesperados.

Eu vejo a dor de cada um ao perceber que um pequeno cai morto no solo. Em meio ao sangue, a poeira se aninha e forma um barro vermelho. Vocês correm, chorando, e os cavalos com aqueles homens montados, pisoteiam aquela lama vermelha, aquele barro de sangue.

E o menino morto jaz, sem que ninguém olhe para ele.

Eu olho. Eu te vejo, menino anjo. Fico ajoelhada ao seu lado, enquanto perseguidos e perseguidores somem na nuvem de poeira.

Aquele que comanda os perseguidores me é bem familiar. Sinto meu corpo tremer! Você, menino anjo morto, também é dos meus. Estou confusa.

O que comanda parece estar fora de si e querer ver sangue, muito sangue, por justas razões, eu sei. Ele também já foi um menino ensanguentado que viu a família toda ser torturada e morta, sem poder fazer nada!

Peço a Deus que interceda!

Vejo vocês, o demônio comandante e o menino anjo e os sinto em mim! Meu coração dói!

Estou confusa, mas não saí de mim. Estou totalmente lúcida.

Peço a Deus que interceda.

Agora não precisa mais! Não mais. Aqui e agora vivemos em paz! Acabou.

Tudo cessa e eu digo: “Descansem todos em paz. Hoje eu vejo todos vocês. Somos todos um agora. Em mim! Faremos coisas boas para nos redimir. Anjos precisam ser cuidados. Aqueles que se perdem nas trevas precisam ser guiados para a luz. Faremos algo de bom com tudo.”

Deus intercede com Misericórdia sempre e a lama vermelha se transforma em unguentos, curativos para cuidar de feridas profundas daqueles que hoje precisam.

Aprenderei mais sobre esses curativos, para cuidar dos homens que estão voltando para casa, mesmo os que vem em corpos femininos, não importa de cada lutaram.

Eu os verei sempre nesses curativos, menino anjo e comandante sanguinário, enquanto a dor é aliviada e o poder dá lugar para o amor.

Gratidão por me constituírem e por hoje eu ter a consciência de que são o que são. Assim, tenho a escolha de ser eu mesma e exercer minha missão nessa Terra.

Gratidão!

NÃO FOI EM VÃO!

 

 

Constelações Sistêmicas

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Márcia Regina Valderamos
Márcia Regina Valderamos Seguir

Sou psicoterapeuta sistêmica, discípula de Olinda Guedes, psicóloga de formação, e, c a Mestra Olinda Guedes, fiz e faço Renascimento, Formação em Constelações Sistêmicas, Master, Florais de Bach, massagem reparentalizadora..

Ler conteúdo completo
Indicados para você