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Família é a fábrica onde as pessoas são feitas. Curando a família, eu curo o mundo. Virginia Satir.

Família é a fábrica onde as pessoas são feitas. Curando a família, eu curo o mundo. Virginia Satir.

Se você chegou até aqui neste nível de consciência esse é sinal de que você pode voar muito mais alto. Essa voz escutei como um tambor dentro de meu coração, quando participei pela primeira vez de uns dos módulos sobre carreira e profissão, no instituto Anauê Teiño.

Foi em um dos momentos mais desafiadores da minha vida, pois enfrentava um crise existencial daquelas que exigem respostas rápidas, eficazes e inteligentes, na área dos relacionamentos e profissão, já que a vida escolar foi um tanto desafiadora para mim. Me sentia inadequada o tempo todo, o patinho feio da turma. Demorei para aprender os conteúdos da escola, sentia muita dificuldade em juntar uma letra com a outra. Mais tarde compreendi que para eu juntar uma letra na outra eu tinha é que juntar todas as forças primeiro.

 As reprovações me marcaram muito, ao ponto de eu excluir boa parte de meu potencial criativo, a auto - estima da minha criança estava em apuros.

Para algumas coisas eu fui muito ágil e inteligente, percebia o mundo de uma forma diferente, quando se tratava dos conteúdos da escola, eu me cansava e desde criança já tinha preguiça de gente vazia, assunto inútil, desde criança minha alma tinha e tem fome pelo essencial. E pessoas com conteúdo. E hoje como Pedagoga Sistêmica digo para os pais: 

Antes de castigar e forçar seu filho a decorar a tabuada decore a alma de seu filho com bons ensinamentos, brinque , dance,  ouça o coração de seu filho, ajude-o a passar pelos desafios da vida escolar.

Costumo ouvir de alguns pais a seguinte fala: Meu filho não faz nada, só estuda. E ainda reclama. Como se estudar não fosse um trabalho. Sem entender o que isso exige do sistema neurológico e cognitivo do criança. Um filho carrega o que os pais tem no coração, portanto. Respeito!

Eu por exemplo não consegui ser uma aluna dez, por mais esforçada e dedicada que eu fui naquele tempo. Eu continuo sendo, adoro aprender, no entanto não conseguia organizar todos aqueles conteúdos escolares inúteis, que foi passado para mim na época. Eu era ruim nas notas escolares, por que eu realmente não pedia as respostas que a escola me dava naquela época, ou seja, a escolas que estudei vinham com muitas respostas sem ao menos eu ter perguntado. Por isso a importância de professores sistêmicos para entrar em ressonância com que o aluno precisa saber naquele momento. As minhas questões e perguntas eram outras. Muitas lacunas ficaram em aberto. Por ironia do destino, acontece a área da educação, me chamou. Fiz faculdade de Pedagogia.  Então voltei por um período na pré-escola e ser Pedagoga era doloroso para mim, porque precisava olhar para minha criança e para as crianças excluídas do sistema, os descendentes de escravos, que sonhavam com a liberdade. Liberdade essa, que só por meio do conhecimento poderiam conquistar. precisei olhar para a dor de minha minha mãe que desistiu da escola, meu avô queria que ela fosse professora e no entanto, mamãe queria ser costureira, sonho do qual não pode realizar porque as vistas estavam cansadas demais. Ela não sabe mas no fundo costura como ninguém. Costura as dores, reaproveita os retalhos da vida e faz qualquer pedacinho de pano se sentir um artigo de luxo, consequentemente não pode de ser professora.

Sentia que não tinha lugar no coração dos professores naquela época, eu estar na escola era olhar antes para as pessoas que não puderam ou não tiveram a oportunidade de sentar em uma carteira escolar, ou simplesmente aprender a ler, a escrever. No entanto, parecia uma tarefa muito extraordinária para uma criança assustada e com o ego ferido.

Eu revelo, foi um exercício espiritual o período escolar na minha vida, pois fazia a releitura dos traumas novamente. Estive tão desorientada neste quesito trabalho, carreira, profissão e dinheiro, que hoje olhando para isso parece brincadeira, porque ajudo tantos pessoas a  encontrarem suas missões e seus propósitos de vida. Curioso não? Os milagres que foram acontecendo, a partir do momento em que eu fui crescendo e concordando com a vida do jeito que ela é.

Completei essa tarefa e ganhei a permissão de ser mais feliz, mais plena. Para mim, foi uma baita experiência, pois é incrível o que eu tornei completo no meu sistema a partir do momento que eu aprendi a ler, a escrever. Que benção, sou imensamente grata por isso. Muitos não puderam, ou seja por falta de oportunidade ou por emaranhamentos familiares, traumas ligados a área da aprendizagem e agora em honra a meus antepassados eu consigo. Todos podem se realizar e serem felizes assim como eu, pois trago todos no meu coração.

Quando leio uma bíblia, compreendo o que estou lendo nos livros, ou seja, crio um relacionamento com aquele livro, com aquele conhecimento. Parece pouco? Para mim não. No entanto, só quem é escolhido por uma profissão é quem vai compreender o que isso representa sistematicamente, o que significa completar uma tarefa. Sabe, me revoltei muitas vezes até compreender o quanto amo essa formação, o quanto ela me ajudou a olhar para os meus déficits e superáveis, eu simplesmente fui abençoada por ela, pois ela me fez voltar para escola, pois acredite, escola é lugar de esperança.

Percebo a Pedagogia em minha vida como um anjo que me guia, me abençoa, me aterra, me ensina a aprender, a aprender ensinar... ela me presenteia tanto, hoje já consigo olhar para ela com amor.

Acredito que esse relato pode ajudar muitas pessoas a não desistirem de suas tarefas, até porque foi um texto assim que eu li quando percebi que estava diante de uma lealdade familiar e que eu não poderia sair dessa realidade sozinha, eu busquei ajuda.

Sabe, entenda, se você possui um relacionamento difícil com sua mãe, o seu vínculo com a vida, com seu trabalho e com as pessoas será difícil. Ou se você tem um relacionamento difícil com o seu pai, você terá muita dificuldade em liderar suas finanças e olhar para o futuro, acaba andando em círculos. Estou falando sobre as voltas que a vida dá.

Graças a Mestre Olinda e seu talento com pessoas, ela, assim como outras pessoas me ajudaram. No primeiro momento foi ela quem me ajudou a se aprumar na vida profissional. Hoje tenho a alegria de poder compartilhar com tantos a benção de colocar esse trabalho de Pedagogia Sistêmica junto com o trabalho das Constelações Familiares a serviço da vida, descobrir que atrás dos rótulos, dos transtornos de aprendizagem, há sempre uma tarefa que está aguardando ser concluída, dentro dos emaranhamentos familiares. E com amor precisamos completar. Sem contar, que me abriu um novo campo de visão, me ajudou a compreender que a vida é um espiral de constante evolução e não um círculo como eu pensava que era. Fui entendendo um pouco sobre a Pedagogia do "Amor que Cura", aprendendo a plantar as sementes com meus alunos. Aprendi que tudo tem o seu tempo e que precisamos passar pelas quatro estações. Nem sempre sabemos se a terra é fértil e no entanto confiamos que com um pouco de adubo, as sementes possam florescer. As vezes precisamos saber a quantidade exata de água, pois podemos prejudicar o desenvolvimento da flor. Agora que já trabalhei um pouco a terra e sinto que completo uma grande tarefa para meu sistema familiar, levando o conhecimento, muito mais através da sabedoria do coração do que intelectual, consigo perceber, que é tão bom reverenciar, concordar, prantear, cair, levantar, só assim uma nova plataforma da vida se apresentou para mim. Uma pessoa com tantos "nãos" chegar nesse nível de realização é simplesmente uma dose elevada de coragem e persistência. Estou falando sobre ser feliz e não querer ter razão.

Sabe, faz um favor para o universo? Descubra seu dom, trabalhe duro para lapidá-lo, estude, leia , faça constelações familiares, inclua seus excluídos, se inclua, faça Programação Neurolinguística, Análise Transacional, Reiki, Renascimento, descubra sua canção, descubra seu ritmo, construa seu próprio tambor... existem tantos caminhos, tem muito chão com a terra fértil aí pela frente. Se abra, se permita, se coloque a serviço da vida. Talvez você, assim como eu, não tinha a informação de que você pode fazer um caminho diferente, um caminho pelo amor. Nossos pais e ancestrais já trilharam o caminho mais difícil, cabe a mim, cabe a você expandir o que trazemos na mochila.

Constelar é plantar sementes de flores nas raízes, podemos deixar o caminho mais suave, confiante de que na estação apropriada e vindoura, irá florescer. Viva de forma que sua presença seja referência de amor, de empatia, de compaixão, de benevolência, por mais que você se sinta cansado siga em frente, a recompensa é grande. Seja guerreiro do bom combate.

Débora Carvalho.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Débora Carvalho
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Abrace a sua vulnerabilidade e faça dela a sua maior força. É bonito demais sentir.

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